O Papa Leão XIV apelou hoje aos católicos que não esqueçam os que “sofrem e morrem devido aos conflitos” que afetam muitos países.
Sem referir expressamente o nome de nenhum dos países em guerra, o Papa, após a recitação do Ângelus, em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, e perante milhares de fiéis, afirmou que continuar “a acompanhar com apreensão o que se passa em vários países dilacerados pela guerra e pela violência”.
“Não nos esqueçamos daqueles que sofrem e morrem devido aos conflitos e, ao generoso empenho pela paz, juntemos também a nossa oração constante”, exortou.
Antes, o Papa Leão XIV rejeitara a associação da Igreja a uma imagem de triunfo que exija intervenções pautadas “pelo poder e pela força”.
“Às vezes, esperamos algo espetacular, desejamos um Deus que intervenha do alto, arrancando imediatamente o joio, que é o mal”, observou.
Falando na Praça da Liberdade em Castel Gandolfo, residência de férias dos pontífices nos arredores de Roma, o Papa afirmou que “Jesus adverte contra a tentação de pensar em Deus como uma figura poderosa, que se impõe pela força, que ocupa o espaço para dominar, que chega de forma triunfante”.
Citado pela agência Ecclesia, Leão XIV pediu a “paciência” necessária para saber acompanhar os processos humanos sem precipitações e valorizar a “singeleza da vida comum”.
A intervenção evocou ainda um texto do ano 2000 do então cardeal Joseph Ratzinger (Bento XVI), que apresentava a Igreja como uma “pequena semente do Evangelho que brota e como um fermento de amor que transforma a massa do mundo”.
“Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes”, pediu Leão XIV.
O Papa continuará na residência pontifícia de Castel Gandolfo até 27 de julho.






