Panorama da indústria da cerâmica e vidro “é extremamente sombrio”, alerta Presidente da APICER

A indústria da cerâmica e do vidro vive um cenário “extremamente sombrio”, com o aumento do preço do gás a ter um impacto devastador num setor que depende deste combustível para operar, considera José Sequeira, Presidente da APICER – Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e Cristalaria.

André Manuel Mendes
Setembro 6, 2022
11:59

A indústria da cerâmica e do vidro vive um cenário “extremamente sombrio”, com o aumento do preço do gás a ter um impacto devastador num setor que depende deste combustível para operar, considera José Sequeira, Presidente da APICER – Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e Cristalaria.

“O panorama é extremamente sombrio. Esperamos com muita expetativa o programa de medidas de apoio às empresas, mas, confesso já, para além da expetativa estamos com um receio muito grande de ficarmos desapontados”, diz o Presidente da APICER em declarações à ‘CNN Portugal’.

José Sequeira explicou que a associação já fez chegar várias propostas de medidas ao Governo mas, independentemente das medidas, alerta, é impossível ultrapassar esta crise sem haver uma intervenção do Estado.

O Presidente da APICER sublinha que um dos principais problemas do setor prende-se com o aumento do preço do gás. Não há outro combustível alternativo que a indústria de cerâmica e vidro possam utilizar.

O aumento de 400 para 500 mil euros do apoio às indústrias intensivas de gás que se prevê que seja uma das medidas aplicadas pelo Governo “não é suficiente… é uma migalha”, diz José Sequeira, dando o exemplo de empresas que viram a sua fatura disparar de 500 mil para 2 milhões de euros, valor que o apoio do Estado não consegue compensar.

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