Depois de uma maré vermelha nos mercados globais no arranque do novo ano, um ano muito diferente dos anteriores, os gestores de fundos devem encontrar novas formas de compensar as perdas.
Num ano em que a indústria da gestão de ativos pode vir a crescer, aquilo que vai moldar este setor é o desempenho do mercado. No entanto, os mercados bolsistas afastaram-se de máximos recordes, e este cenário pode agravar-se ainda mais com o aumento das taxas de juro, a restrição de compra de ativos por parte dos bancos centrais e ainda a eliminação dos estímulos orçamentais por parte dos governos, explica o ‘Expansión’.
Neste panorama, os gestores de fundos terão de fazer ajustamentos, pois nos últimos anos tornaram-se demasiado dependentes de retornos positivos.
Destes ajustamentos faz parte a mudança nas carteiras de ativos, algo que vai alterar os padrões de procura de produtos e requer uma adaptação dos gestores especializados. Nesta lógica, as empresas que não têm atraído muita atenção vão disparar e as restantes terão de encontrar novas formas de crescer.
Oliver Wyman, um consultor que fez parte de um relatório que compila as tendências que vão moldar a indústria da gestão de ativos em 2022, diz que “a pressão para encontrar oportunidades de crescimento rentáveis aumentou ao ponto de haver um risco de pagamento excessivo ou integrações complicadas”, segundo o ‘Expansión’.
Até ao momento, o foco do setor era em novos nichos de mercado, como o capital de risco, ou áreas geográficas diferentes, como a China. No entanto, a necessidade de aumentar a escala do foco, vai aumentar o processo de concentração.
Para Wyman, os novos acordos permitirão três fatores às empresas: multiplicar o alcance da distribuição, ter acesso a atividades de desenvolvimento em rápido crescimento e reduzir despesas em tecnologia avançada e dados.




