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O país do NIM!

Por Ricardo Florêncio

Também não me faço de “entendido”, e há muitos por aí. Assim como não sou um adepto fervoroso da solução Montijo, porque penso que necessitamos de uma alternativa real, de um acrescento significativo, e não de um remendo ou de um pequeno adicional, que é o que a solução “Montijo” nos vai trazer.

Agora, a partir do momento em que passadas décadas de estudos e discussões, se chega a uma conclusão e decisão de que a solução “Montijo” é que vai para a frente, é por aí que devemos ir e envidar todos os esforços para concluirmos a obra no prazo para previsto. É assim! Não! Em Portugal, não é! Há décadas, 40 anos no mínimo, que se debate a necessidade de expandir o aeroporto de Lisboa. Já foi a OTA, já foi Rio Tinto, Alcochete, Montijo, e mais algumas, as soluções apontadas e profundamente estudadas.

Estou crente que quem optou a solução “Montijo” sabe que não representa uma solução mas antes apresenta uma resolução de muitos anos. Só que é claramente uma solução de rápida execução e de um custo muito mais baixo, que outra solução. Perante a necessidade e urgência de resolver o problema do congestionamento e esgotamento do aeroporto de Lisboa, viu essa como a melhor opção.

E foi precisamente quando tomou essa decisão, que apareceram um conjunto alargado de especialistas e “entendidos” a dar a sua opinião, e considerar que essa solução não é a adequada. Surpreendido? Não deveria estar. Pois já temos lastro nestas questões. Basta pensar no que aconteceu, por exemplo, na construção do Alqueva e no Túnel do Marquês de Pombal em Lisboa. Durante todo o processo, um rol, um coro de críticas, chamando todos os nomes e impropérios aos que queriam levar estas obras adiante. Hoje, todos reconhecem que são obras que constituem uma grande mais valia!

Os portugueses são aversos a tomar e a quem toma decisões. Somos o País do NIM.

Editorial publicado na revista Executive Digest nº 168 de Março de 2020

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