Basta um momento de distração. Escolheu a via manual quando tinha Via Verde. Entrou numa Via Verde sem identificador. Ou percebeu demasiado tarde que estava na faixa errada.
Nessa fração de segundo, muitos condutores pensam exatamente na mesma solução: fazer marcha-atrás.
Mas é precisamente essa decisão que pode transformar um pequeno engano numa infração muito grave, com multas até 2.500 euros, perda de pontos na carta e até inibição de conduzir.
Porque não pode fazer marcha-atrás
Segundo o Automóvel Club de Portugal (ACP), a marcha-atrás só é permitida como manobra auxiliar ou de recurso, devendo ser efetuada lentamente e na menor distância possível.
Uma praça de portagem não é uma exceção.
Como faz parte da circulação em autoestrada, recuar para mudar de via pode ser considerado uma infração muito grave ao Código da Estrada.
Além do risco para quem circula atrás, trata-se de uma manobra que os restantes condutores não esperam encontrar.
Quanto pode custar o erro
Se fizer marcha-atrás numa portagem, poderá enfrentar:
uma coima entre 500 e 2.500 euros;
inibição de conduzir entre dois meses e dois anos;
perda de quatro pontos na carta de condução.
Se dessa manobra resultar um acidente, a responsabilidade do condutor poderá ainda ser agravada.
Então o que deve fazer?
A resposta parece contraintuitiva, mas é simples: continuar em frente.
Se entrou por engano na via errada:
– mantenha a calma;
– nunca faça marcha-atrás;
– não inverta o sentido da marcha;
– evite mudanças bruscas de faixa;
– siga as indicações existentes na praça de portagem;
– utilize o botão de chamada, se existir;
– regularize a situação posteriormente, caso seja necessário.
Na maioria dos casos, o erro pode ser resolvido sem consequências graves. Já uma manobra perigosa pode transformar um simples engano num problema bem maior.
E se tiver Via Verde mas entrou na cabine manual?
Também aqui a solução não passa por recuar.
Segundo as orientações divulgadas pela GNR e recordadas pelo ACP, o condutor deve utilizar o botão de chamada disponível na cabine e explicar a situação ao operador.
O sistema poderá confirmar a existência de um identificador Via Verde associado ao veículo e permitir a abertura da barreira.
E se entrou numa Via Verde sem identificador?
O procedimento é semelhante.
Continue a marcha e regularize depois a passagem através dos meios disponibilizados pela concessionária.
Porque é que esta manobra é tão perigosa?
Numa portagem, todos os condutores esperam que o trânsito avance no mesmo sentido.
Quando um veículo começa inesperadamente a recuar, mesmo que apenas alguns metros, aumenta significativamente o risco de colisão, sobretudo para quem chega atrás sem antecipar essa manobra.
Por isso, aquilo que parece ser a solução mais rápida é, muitas vezes, a pior escolha.














