O ministro da Economia garantiu que o país teria de esperar esta segunda-feira para saber quantas propostas seriam feitas à compra da Efacec Power Solutions.
Pedro Siza Vieira recusou-se, no entanto, a comentar a eventual desistência dos investidores estrangeiros, depois de notícias que davam conta de que investidores egípcios, chineses e espanhóis tinham desistido do processo, restando apenas os portugueses Dst e Sing – Investimentos Globais.
“Não vou comentar [se houve ou não desistências], porque o prazo para entrega das propostas termina em 19 de julho. Portanto, vamos aguardar a ver quantas propostas aparecem”, referiu Siza Vieira em Guimarães, à margem de uma visita à têxtil Lameirinho, que decorreu no final de junho.
Em causa está a 2.ª fase do processo de alienação de 71,73% do capital no âmbito da reprivatização.
“Esperamos concluir o processo de privatização dentro do prazo previsto”, disse ainda o ministro da Economia, sublinhando que a Efacec teve um primeiro trimestre “muito bom” em termos de faturação e de margem, mas precisa de encontrar “um destino estratégico, uma liderança e a capacidade de assegurar a sua robustez financeira”.
“O que tem de ser feito pelos novos donos da empresa na segunda do processo de privatização”, acrescentou.
“Foram os únicos que não registaram a classificação de ‘não cumpre’ constante do relatório elaborado pela Parpública em qualquer dos critérios de seleção, reunindo os critérios mínimos para serem admitidos a participar na subsequente fase do processo de alienação das ações objeto da venda direta”, refere o Governo no diploma.
Em meados de 2020, antes de ser nacionalizada, a Efacec anunciou ter recebido “cerca de uma dezena” de propostas não vinculativas de grupos industriais e fundos de investimento, nacionais e internacionais, para comprar o capital de Isabel dos Santos na empresa.
Na semana seguinte, o Conselho de Ministros aprovou o decreto de lei para nacionalizar 71,73% do capital social da Efacec, processo que decorreu da saída do capital de Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, na sequência do envolvimento no caso ‘Luanda Leaks’, no qual o Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou mais de 715 mil ficheiros que detalham alegados esquemas financeiros da empresária.
A Efacec é uma empresa dos setores da energia, engenharia e mobilidade.




