Novabase volta atrás e já não vai pagar dividendos

Foi divulgada, esta segunda-feira, a deliberação do Conselho de Administração relativa à intenção anteriormente anunciada de apresentar proposta de remuneração aos acionistas na Assembleia Geral anual de 2020.

Sónia Bexiga

A Novabase, Sociedade Gestora de Participações Sociais, anunciou, esta segunda-feira, que, devido ao atual contexto de grande incerteza, o seu conselho de administração deliberou “reverter a sua intenção de propor à Assembleia Geral anual de 2020 a distribuição de aproximadamente 26,7 milhões de euros aos acionistas mediante redução do capital social no mesmo montante, conforme oportunamente divulgado ao mercado”-

A deliberação de não propor a referida remuneração à Assembleia Geral anual de 2020, enquadra-se, segundo explica a tecnológica em comunicado, “nas medidas de prevenção em curso que perseguem garantir a resiliência financeira da empresa e a sua competitividade durante e depois da pandemia da covid-19”.



Este pagamento representaria uma remuneração de 85 cêntimos de euro, por ação.

A empresa dá ainda nota de que o compromisso assumido com os acionistas, no dia 25 de julho de 2019, aquando da divulgação do Update Estratégico Novabase 2019+, de pagamento de 1,5 euros/ação no período 2019-2023, “mantém-se, mas fica assim adiado para momento mais oportuno”, reforça.

Importa recordar que a tecnológica regressou no passado dia 23 de março ao PSI-20, índice da bolsa portuguesa, do qual saíra em 2018.

Entre as cotadas, já tinha sido divulgada a posição do BCP em relação a este assunto. Na passada quinta-feira, o banco anunciou que com o objetivo de “reforçar os rácios e responder ao impacto que a pandemia do novo coronavírus terá sobre a solidez dos bancos”, decidiu cancelar o pagamento de dividendos.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco liderado por Miguel Maya, deu ainda conta de que decidiu manter a compensação salarial aos trabalhadores que, durante os anos da última crise financeira, sofreram cortes na remuneração.

Quanto aos dividendos, num montante superior a 13,9 milhões de euros, o banco explicou que servirá para “reforço da reserva legal” e um remanescente de cerca de 120 milhões de euros “para resultados transitados”.

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