Nova variante do coronavírus não é mais letal do que a anterior, diz OMS

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde afirmou esta segunda-feira que a mutação do coronavírus identificada no Reino Unido e que já se espalhou em vários países não era considerada mais letal do que a anterior. 

Mara Tribuna

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou esta segunda-feira que a mutação do coronavírus identificada no Reino Unido e que já se espalhou em vários países não era considerada mais letal do que a anterior.

O responsável garantiu que a organização estava a trabalhar em conjunto com os vários países para entender de que maneira a mutação estava a afetar as populações. “Em termos da transmissão internacional, sabemos que os países estão a sequenciar o vírus e alguns estão a relatar casos únicos dessas variação. Esses dados estão a ser colocados na nossa plataforma”, informou.



Até agora, casos da nova variante do coronavírus foram registados no Reino Unido, Islândia, Itália, Holanda, Dinamarca, Bélgica, Gibraltar (território britânico situado no extremo sul de Espanha e reivindicado por Madrid), Austrália e África do Sul.

Embora não tenham sido detetados casos até agora, o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, já admitiu que era muito possível que a variante já estivesse a circular em França. Em Portugal não foi identificada, até ao momento, a nova estirpe do SARS-CoV-2.

Na sequência da identificação desta nova variante, vários países, dentro e fora da Europa, decidiram suspender as ligações com o Reino Unido, uma lista que tem vindo a aumentar nas últimas horas.

Noutra recomendação, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse ainda que a vacinação não podia ser usada como uma desculpa para que as pessoas deixassem de ter os devidos cuidados e desrespeitassem as medidas de prevenção.

“Este ano foi muito difícil para todos nós, mas para os profissionais de saúde ainda mais. Neste momento do ano em que muita gente está a celebrar, o maior presente que os líderes políticos e as pessoas podem dar aos profissionais é ter cuidado”, disse ainda o diretor-geral da OMS.

Tedros relembrou que o vírus era capaz de infetar todas as faixas de idade e que, por isso, era preciso reforçar o distanciamento físico e o uso de máscara.

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