Contratar pessoas com deficiência é possível e traz valor para as empresas, tanto do ponto de vista social como económico, pretende demonstrar a Universidade Nova de Lisboa com a criação de uma plataforma para promover a empregabilidade inclusiva.
A plataforma é digital e está disponível a partir da página https://todosincluidos.icf.novasbe.pt/ desde o dia 01 de janeiro, pensada para “ligar candidatos com deficiência ao mercado de trabalho, através de parceiros de recrutamento inclusivo”.
O projeto é promovido pela Nova SBE (anteriormente designada Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa), através do Inclusive Community Forum (ICF), cujo objetivo é promover uma sociedade mais inclusiva.
Em declarações à agência Lusa, o gestor de projeto do ICF adiantou que os parceiros de recrutamento inclusivos são organizações que dão apoio tanto às pessoas com deficiência, como às empresas que pretendem recrutar trabalhadores.
Segundo Frederico Oliveira Pinto, a plataforma tem já o apoio de 18 parceiros, entre os quais empresas de recrutamento e seleção com “equipas ou pessoas dedicadas ao recrutamento inclusivo”, mas também “empresas especializadas na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho” ou “organizações sociais dedicadas à vida das pessoas com deficiência”.
“Estes parceiros dão apoio, por um lado, às pessoas com deficiência, na sua preparação para a entrada no mercado de trabalho, na procura de oportunidades de trabalho, na integração na empresa e no acompanhamento do colaborador ao longo da sua jornada na empresa”, explicou o responsável.
Por outro lado, dão apoio aos possíveis empregadores, “através da sensibilização das empresas para o tema, da procura de talento para as vagas que têm aberto, na preparação e sensibilização das equipas que vão receber os colaboradores com deficiência, nas possíveis adaptações ao pós-trabalho que sejam necessárias e depois também no acompanhamento às empresas ao longo da jornada desse colaborador com deficiência”.
Frederico Oliveira Pinto explicou que no ICF já trabalham “há bastante tempo” com empresas que querem recrutar pessoas com deficiência, atualmente 83, e que perceberam no início que “havia um grande desconhecimento do tema do valor que eventualmente as pessoas com deficiência podem trazer às empresas e ao mercado de trabalho”.
“O mercado tem vindo a evoluir bastante nos últimos anos e (…) há mais empresas a mostrar que não só é possível mas também é positivo e traz valor para as empresas [contratar pessoas com deficiência], não só do ponto de vista social mas também do ponto de vista económico”, sublinhou o responsável.
O funcionamento da plataforma é acompanhado de uma campanha nacional de divulgação, que arrancou também no início do mês de janeiro, e que pretende chegar a todas as pessoas com deficiência que procuram trabalho, mas com foco especial nas “que não estão ainda no circuito do mercado de trabalho”.
Frederico Oliveira Pinto disse ainda que a campanha vai estar disponível durante seis meses, até junho, também para “despertar as empresas portuguesas para o tema do recrutamento de pessoas com deficiência, promovendo maior conhecimento sobre o tema e o contacto com os parceiros”, que são “a porta de entrada para o recrutamento inclusivo”.














