Submarino apreendido pela PJ com sete toneladas de cocaína usava tecnologia de Elon Musk

O narcossubmarino intercetado pela Polícia Judiciária (PJ) na semana passada, carregado com seis toneladas e meia de cocaína avaliadas em mais de 180 milhões de euros, estava equipado com o sistema Starlink, uma tecnologia de comunicação por satélite desenvolvida pelo multimilionário Elon Musk.

A embarcação, tripulada por três cidadãos brasileiros, um colombiano e um espanhol, foi intercetada a 500 milhas a sul dos Açores e, após a detenção dos suspeitos, foi rebocada para Ponta Delgada por um navio da Marinha. Os detidos chegaram ao arquipélago na tarde de terça-feira, mas permaneceram em cela comum durante quase todo o dia de quarta-feira, devido à falta de um voo que os transportasse para Lisboa.

Apesar da presença de água no interior da embarcação ter dificultado inicialmente o acesso aos seus equipamentos, a PJ conseguiu identificar diversos dispositivos de navegação ligados ao sistema Starlink, revela o Jornal de Notícias. Esta tecnologia, que utiliza uma rede de satélites para fornecer acesso à Internet em qualquer ponto do globo, permitia que os traficantes mantivessem comunicação constante com os elementos da organização criminosa em terra, garantindo a transmissão de informações essenciais para a operação de tráfico internacional de droga.

O Starlink é uma solução amplamente utilizada para garantir conectividade em regiões remotas e no mar, tendo-se tornado uma ferramenta essencial para embarcações comerciais, cientistas e, como agora revelado, também para redes de tráfico de droga que operam em águas internacionais. A descoberta da sua utilização por esta rede criminosa levanta questões sobre a necessidade de maior regulação no acesso a este tipo de tecnologia para evitar a sua utilização para fins ilícitos.

A apreensão desta embarcação representa um dos maiores golpes contra o narcotráfico na região, reforçando a importância da cooperação entre autoridades nacionais e internacionais no combate ao tráfico de droga. As investigações continuarão para determinar a origem exata do carregamento e a estrutura da rede criminosa por detrás desta operação.