Ensaio KGM Torres: O Primeiro Passo da Revolução Elétrica

Em 1986 nasceu na Coreia a SsangYong, tendo depois o grupo coreano passado pela Daewoo, Siac, Mahindra e mesmo com motores fornecidos pela Mercedes mas as vendas eram fracas, o que levou à falência e reestruturação da marca que agora se chama KGM sendo o K a primeira letra de Coreia, mas agora com uma clara aposta em veículos elétricos e híbridos

Jorge Farromba
Agosto 12, 2025
10:29

De repente somos inundados no mercado automóvel por novas marcas e modelos e o exemplo do Torres da KGM é um deles.

Em 1986 nasceu na Coreia a SsangYong, tendo depois o grupo coreano passado pela Daewoo, Siac, Mahindra e mesmo com motores fornecidos pela Mercedes mas as vendas eram fracas, o que levou à falência e reestruturação da marca que agora se chama KGM sendo o K a primeira letra de Coreia, mas agora com uma clara aposta em veículos elétricos e híbridos.

E o Torres é um desses exemplos. A marca apoia-se no desenho retro-futurista mais quadrado e que tem sido norma noutras marcas e modelos.Tal confere-lhe robustez e ao mesmo tempo diferenciação – e o consumidor tem gostado pois as vendas deste modelo espelham isso mesmo – pois conjuga uma frente muito elegante com uma identidade luminosa a cargo de dois filetes luminosos quase impercetíveis, para depois no centro e entre os faróis, existirem pequenos retângulos também com iluminação, num ambiente claramente futurista. Os pára-choques com o seu desenho pronunciado e com várias formas, juntam-se a uma grelha na parte inferior que lhe confere modernidade.

A zona lateral foi desenhada para ressaltar as cavas  das rodas dianteira e traseira pronunciadas, dando-lhe um aspeto mais dinâmico e quiçá  desportivo.

A traseira é um misto de modernidade mas também de reviver o passado onde a tampa da mala da bagageira recria os antigos modelos que continham verticalmente pneu suplente.

É um facto que, mesmo sendo subjetiva, a minha opinião sobre a estética é que está bem conseguida e do agrado dos europeus.

O Torres possui um interior bem conseguido com plásticos moles no topo do tablier e na parte superior das portas, os bancos em pele sintética são confortáveis e acolhedores, o painel de instrumentos duplo que conjuga o painel de instrumentos e o ecrã central está bem conseguido e com a informação necessária.

O ecrã central de infotainment que à primeira vista parece simplista, mas quando o utilizamos percebemos que tem toda a informação necessária como qualquer modelo do segmento superior, até mesmo bancos elétricos, aquecidos e ventilados, sistema de navegação, funcionalidades de travagem autónoma manutenção da faixa de rodagem, etc.

O software é bastante intuitivo o que torna o seu manuseamento de fácil utilização. Mais uma vez esta é uma marca que coloca toda a informação no painel central, ficando reservado para a consola central (flutuante com dois níveis) espaço para alavanca da caixa de velocidades, e para o travão elétrico.

Por falar na consola central esta possui espaço suficiente para os vários objetos tanto na parte superior como inferior, ergonomicamente está bem conseguida e tem espaço para o carregador por indução.

Não podemos dizer que se trata de um SUV premium – nem ele se posiciona como tal –  mas sim encontra-se na classe dos generalistas.

Em termos de motorização a marca possui um motor com 207 cavalos e três modos de condução com uma  autonomia que a marca diz poder chegar até perto dos 476 quilómetros sendo que em ambiente real e só em autoestrada – sem regeneração de baterias podemos chegar perto dos 300 km.

A marca possui alguns detalhes curiosos, principalmente em questões de segurança – sempre que existe qualquer operação que exija a chamada de atenção liga os quatro piscas, possui sensor de abertura da porta que deteta se vem alguém a passar nesse momento, isto para além do ângulo morto. O sistema de manutenção na faixa de rodagem é já o habitual.

Em termos de conforto nada a assinalar (i.e. é confortável) em autoestrada e estradas nacionais, sendo que em piso mais irregular a suspensão é menos permissiva – mas nunca desconfortável – com a transmissão a efetuar-se sobre as rodas dianteiras.

Outra curiosidade é que as baterias deste modelo são as Blade da BYD, reconhecidas pela sua eficiência, segurança, autonomia e longevidade.

Em resumo, o Torres é uma agradável surpresa, pela positiva, de uma marca que consegue conjugar uma estética diferenciadora (pessoalmente considero bem conseguida), um espaço interior com uma qualidade dentro dos parâmetros do segmento, a utilização da ultima tecnologia de baterias e um comportamento são e previsível.

O preço é uma agradável surpresa pois nesta versão totalmente equipada contra os €46.000

O preço é uma agradável surpresa pois nesta versão totalmente equipada contra os €46.000

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