Europa e região do Mediterrâneo com seca recorde no início de agosto

No início de agosto, 7,8% da Europa e da região do Mediterrâneo estava em nível de alerta, considerado o mais grave, 38,7% no nível de aviso e 4,9% estava sob vigilância.

Executive Digest com Lusa
Agosto 25, 2025
17:45

A seca continuou a atingir gravemente a Europa e a região do Mediterrâneo no início de agosto, tendo afetado mais de metade (51,3%) dos solos, segundo uma análise da agência noticiosa francesa AFP divulgada esta segunda-feira.

O estudo com base nos dados mais recentes do Observatório Europeu da Seca (EDO), do Serviço de Gestão de Emergências do programa de observação da Terra Copernicus, indica que “nunca se tinha registado uma taxa tão elevada no período de 1 a 10 de agosto desde o início das observações, em 2012”.

Desde meados de abril que aproximadamente metade daquela área é afetada pela seca, um episódio que suplanta em gravidade a seca severa do verão de 2022.

A partir de observações de satélite e juntando os níveis de precipitação, a humidade do solo e o estado da vegetação, o indicador de seca do observatório classifica-a em três tipos, do menor para o mais grave: monitorização, aviso e alerta.

No início de agosto, 7,8% da Europa e da região do Mediterrâneo estava em nível de alerta (o mais grave), 38,7% no de aviso e 4,9% no de vigilância.

O Cáucaso e o norte dos Balcãs são as regiões mais atingidas pela seca, com 97% do território da Geórgia e a Arménia afetado, assim como a Bulgária e o Kosovo, enquanto a Sérvia, a Macedónia do Norte, a Albânia, a Hungria e o Montenegro têm pelo menos três quartos do território nos níveis de aviso ou alerta.

Esta parte da Europa foi atingida por ondas de calor em julho e agosto, o que agravou inúmeros incêndios florestais, alguns dos quais causaram vítimas mortais, uma no Montenegro e outra na Albânia.

Portugal, Espanha e Itália foram também atingidos por violentos incêndios, mas são apenas afetados pela seca a nível local, enquanto no Reino Unido e na França foi afetado 69,5% e 63% do território, respetivamente, segundo o EDO.

Assinala-se unicamente uma melhoria na Europa Central, estando a humidade do solo e o estado da vegetação a voltar ao normal na Alemanha, Suíça, Áustria e República Checa, países muito afetados nos meses anteriores.

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