INEM. Ministra rejeita relação entre três mortes e atraso no socorro

O INEM, que abriu uma auditoria sobre um dos casos, rejeitou responsabilidades e apontou a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais

Executive Digest com Lusa

A ministra da Saúde disse hoje não existir, no momento, uma relação entre as três mortes que aconteceram após chamadas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a prestação de socorro.

“Até termos um relatório que aponte se houve ou não falhas associadas a três desfechos fatais – que não podemos deixar de lamentar – não há, neste momento, uma relação entre estes infelizes desfechos fatais e o socorro”, afirmou Ana Paula Martins, durante uma intervenção no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

A governante lembrou que os três casos “estão a ser investigados”, sendo que todos eles estão a ser averiguados pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e pelo INEM e um deles também pelo Ministério Público (MP).

No início do mês, pelo menos três pessoas morreram depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo.

O INEM, que abriu uma auditoria sobre um dos casos, rejeitou responsabilidades e apontou a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais.

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Hoje, a ministra lembrou que “houve dias em que o INEM chegou a atingir os 5.500 pedidos de socorro e teve um tempo médio de resposta de 20/30 segundos”, a par de “uma taxa de acionamento muitíssimo elevada”.

“É importante que se conheçam rapidamente os resultados”, frisou.

“Estou todos os dias a aguardar pelo que é preciso aguardar, mas não estou sentada a aguardar. Estamos a trabalhar para que as coisas sejam cada vez melhores”, disse a ministra.

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Questionada sobre se não seria já tempo de haver resultados relativamente ao trabalho, Ana Paula Martins assegurou que existem.

“E há resultados. Compreendo é que é muito mais fácil propalar noticias menos boas. Percebo perfeitamente que têm de ser divulgadas. Mas as que são boas ninguém as propala”, observou.

A 08 de janeiro, a propósito dos três casos, o primeiro-ministro referiu uma “reforma profunda do INEM que está em curso” para que haja “uma mais rápida resposta do serviço de emergência médica”.

“Estamos já a implementar a modernização tecnológica dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e a alteração do sistema de triagem. Em 2026, prosseguiremos a reforma estrutural da saúde para garantir uma resposta rápida, eficaz e humana em todo o território”, prosseguiu.

A comissão de trabalhadores do INEM recusou a 07 de janeiro ser “bode expiatório de falhas do SNS”, atribuindo à retenção de macas das ambulâncias nas urgências hospitalares a indisponibilidade de meios para socorro, como no caso do Seixal.

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Um homem morreu no Seixal (Setúbal), depois de ter esperado três horas por meios de socorro que deviam ter chegado no máximo em uma hora, de acordo com a prioridade atribuída.

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