O plano dos EUA para Gaza, de acordo com a agência ‘Reuters’, propõe um cessar-fogo de 60 dias e a libertação de 28 reféns israelitas – vivos e mortos – na primeira semana, em troca da libertação de 1.236 prisioneiros palestinianos e dos restos mortais de 180 palestinianos mortos.
O documento, que diz que o plano tem a garantia do presidente americano, Donald Trump, e dos mediadores Egito e Qatar, inclui o envio de ajuda humanitária para Gaza assim que o Hamas assinar o acordo de cessar-fogo. A ajuda será entregue pelas Nações Unidas, pelo Crescente Vermelho e outros canais acordados.
Os meios de comunicação israelitas afirmaram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse às famílias dos reféns mantidos em Gaza que Israel tinha aceitado o acordo apresentado pelo enviado de Trump para o Médio Oriente, Steve Witkoff. Já o grupo militante palestiniano Hamas disse ter recebido a resposta israelita à proposta, que, no entanto, “não vai ao encontro a nenhuma das exigências justas e legítimas do nosso povo”, incluindo o fim imediato das hostilidades e o fim da crise humanitária em Gaza. Ainda assim, a liderança do Hamas estava a realizar uma “revisão completa e responsável da nova proposta”.
O plano dos EUA prevê que o Hamas liberte os últimos 30 dos restantes 58 reféns israelitas assim que um cessar-fogo permanente estiver em vigor. Israel cessará também todas as operações militares em Gaza assim que a trégua entrar em vigor, segundo o comunicado. O exército israelita também redistribuirá as suas tropas por etapas.
Israel insiste que o Hamas se desarme completamente, seja desmantelado como força militar e governante e devolva todos os 58 reféns ainda mantidos em Gaza antes de concordar em pôr fim à guerra.
O cessar-fogo de 60 dias, de acordo com o plano, pode ser prolongado se as negociações para um cessar-fogo permanente não forem concluídas dentro do prazo estabelecido.














