O preço do borrego vivo aumentou até 40,5% no último ano, revelou esta quinta-feira o ‘Correio da Manhã’, que agora varia entre os 4,95 e 5,64 euros por quilo, sendo que em março do ano passado valia entre 3,54 e 4,87 euros, segundo dados do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP).
A tendência, sustentou a estrutura ligada ao Ministério da Agricultura e Pescas, é de subida, sendo que na última semana a fatura ficou até 20 cêntimos mais cara.
Em causa está a doença da língua azul, que “está a condicionar fortemente a disponibilidade de animais para oferta” e a “procura para exportação, nomeadamente para Israel, que continua a influenciar os preços”, relatou a GPP.
O cabrito também seguiu os passos do borrego, com uma subida de até 16% no preço: entre 31 de março e 6 de abril, o agravamento registou entre 17 e 50 cêntimos, na região da Beira Interior e Beira Litoral, respetivamente, sendo que em Viseu, por exemplo, já se pagou mais de um euro por quilo, justificado pelo aumento da procura “com a aproximação da quadra pascal e a insuficiente oferta”.
Gonçalo Albino, da Carnalentejana, justificou a subida dos preços com a seca, que obrigou os produtores a abater rebanhos, havendo agora menor disponibilidade e “escassez de carne”. A isso somam-se as exportações, sendo que Marrocos, por exemplo, “está a pagar por animais vivos mais do dobro do que há quatro anos”. O responsável considerou os preços como “exorbitantes”: em apenas um ano, o novilho subiu 1,48 euros (26 %), para 7,04 euros o quilo, e a vaca aumentou 79 cêntimos (22%) para 4,34 euros.
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