A mudança da hora está de regresso já no próximo domingo, quando os relógios avançarem uma hora, marcando a transição para o horário de verão. A medida pretende aproveitar melhor a luz natural e contribuir para a poupança energética, mas pode ter efeitos negativos no organismo, sobretudo no sono.
De acordo com o ‘El Economista’, esta alteração pode desregular o relógio biológico de muitas pessoas, provocando dificuldades em adormecer, cansaço durante o dia e menor qualidade de descanso nos dias seguintes.
Porque é que a mudança da hora afeta o corpo
O principal problema está na desregulação dos ciclos naturais de sono e vigília. Ao adiantar o relógio, o organismo precisa de se adaptar rapidamente a um novo horário, o que nem sempre acontece de forma imediata.
Este “mini jet lag” pode ser mais sentido por crianças, idosos e pessoas com rotinas rígidas ou dificuldades de sono.
Ajuste gradual é a chave para reduzir o impacto
Especialistas citados pelo ‘El Economista’ recomendam começar a ajustar o horário de sono alguns dias antes da mudança. O ideal é deitar-se 10 a 15 minutos mais cedo em cada noite, permitindo uma adaptação progressiva.
Após a mudança, a exposição à luz natural torna-se fundamental para ajudar o organismo a sincronizar-se com o novo horário.
Rotina, alimentação e hábitos fazem a diferença
Manter horários regulares, mesmo ao fim de semana, é essencial para estabilizar o ciclo de sono. Por outro lado, evitar cafeína e álcool ao final do dia pode melhorar significativamente a qualidade do descanso.
As refeições também devem ser leves à noite, e as sestas, quando necessárias, não devem ultrapassar os 20 a 30 minutos.
Técnicas simples podem ajudar a adormecer melhor
Entre as estratégias recomendadas estão técnicas de relaxamento, como a respiração profunda 4-7-8 — inspirar durante 4 segundos, reter o ar por 7 e expirar em 8 — que ajudam a reduzir a ansiedade e preparar o corpo para dormir.
Atividades como meditação, alongamentos suaves ou yoga também podem contribuir para um sono mais reparador.
Se, apesar das medidas, os problemas de sono persistirem, poderá tratar-se de uma perturbação mais profunda. Nestes casos, é aconselhável procurar um especialista para diagnóstico e acompanhamento adequado.














