O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) desistiu de esperar pelas provas que o Ministério Público suíço retém desde maio de 2016 e já está a escrever a acusação do processo «Universo Espírito Santo». Segundo o “Observador”, o procurador José Ranito, coordenador da equipa que investiga o caso desde o Verão de 2014, vai deduzir uma mega-acusação entre Abril e Junho deste ano contra Ricardo Salgado e outros ex-administradores do Grupo Espírito Santo (GES) e do Banco Espírito Santo (BES).
Ao que o jornal apurou, a extensão do despacho de encerramento de inquérito deverá superar as 4.083 páginas da acusação da «Operação Marquês», conhecida a 9 de Outubro de 2017. Além de Ricardo Salgado, foram ainda constituídos arguidos mais 33 cidadãos nacionais e estrangeiros e oito pessoas colectivas.
Um dos crimes que deverá ser imputado a Salgado e a outros ex-responsáveis do GES e do BES é o de associação criminosa. Eestão ainda em causa os alegados crimes de corrupção activa e passiva no sector privado, corrupção com prejuízo no comércio internacional (de titulares de cargos políticos e públicos da Venezuela), branqueamento de capitais, burla qualificada, infidelidade e falsificação de documentos.
Ainda assim, a equipa do procurador José Ranito deverá reunir uma última vez, no final de Fevereiro, com os responsáveis do Ministério Público da Confederação Helvética que fazem parte da equipa de investigação conjunta instituída no âmbito do Eurojust em Maio de 2015.




