MNE russo diz que EUA planearam assassinato de Putin

Em entrevista, o ministro garantiu que Washington preparou um “golpe para decapitar o Kremlin”.

Pedro Gonçalves

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, garante que os EUA planearam o assassinato de Putin, no âmbito da invasão à Ucrânia, com o objetivo de “decapitar o Kremlin”.

Em entrevista à agência de notícias russa TASS, o responsável garantiu que chegou mesmo a haver risco da eliminação física do presidente russo.



“Washington foi mais longe: alguns ‘oficiais não identificados’ do Pentágono ameaçaram infligir um golpe para decapitar o Kremlin, de facto estamos a falar de uma ameaça real de eliminação física do Chefe de Estado da Rússia”, afirmou Lavrov.

O MNE russo, no entanto, deixou um aviso: “Se ideias deste género são mesmo cultivadas por alguém, esse alguém devia pensar muito cuidadosamente sobre as possíveis consequências destes planos”.

Lavrov destacou ainda outros sinais de confronto vindos do Ocidente, relacionados com alegadas ameaças nucleares. “Parece que abandonaram completamente a decência. A famosa Liz Truss [ex-PM inglesa] declarou, sem sombra de dúvida, no debate pré-eleitoral, que estava pronta para ordenar um ataque nuclear [contra a Rússia]”, defendeu Lavrov.

O governante criticou ainda o que classificou de “provocações” do regime de Kiev. “Zelensky concordou em ordenar ataques nucleares preventivos por países da NATO contra a Rússia. Isto vai para lá do que é aceitável. Mas não ouvimos isto por parte dos líderes ocidentais”, afirmou o MNE russo.

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