Microsoft já opera com eletricidade 100% renovável e quer ir além do net-zero até 2030

A Microsoft anunciou que passou a assegurar 100% do seu consumo anual de eletricidade com recurso a fontes renováveis, atingindo um dos principais marcos da sua estratégia global de sustentabilidade e reforçando a meta de se tornar uma empresa negativa em carbono até 2030.

André Manuel Mendes
Fevereiro 18, 2026
16:00

A Microsoft anunciou que passou a assegurar 100% do seu consumo anual de eletricidade com recurso a fontes renováveis, atingindo um dos principais marcos da sua estratégia global de sustentabilidade e reforçando a meta de se tornar uma empresa negativa em carbono até 2030.

O compromisso, assumido em 2020, ganha agora nova dimensão com a divulgação de que a tecnológica já contratou mais de 40 gigawatts (GW) de energia renovável em 26 países, um dos maiores portefólios corporativos do mundo. Deste total, 19 GW encontram-se já em operação, enquanto a restante capacidade deverá entrar em funcionamento nos próximos anos, reforçando a produção de energia limpa nas redes onde a empresa opera.



Segundo a empresa, desde 2020 os investimentos realizados permitiram evitar cerca de 25 milhões de toneladas de emissões de CO₂ de âmbito 2, ao reduzir a dependência de eletricidade proveniente de fontes fósseis. A escala das aquisições contribuiu igualmente para mobilizar milhares de milhões de dólares em investimento privado em diferentes geografias.

O percurso da tecnológica na contratação de energia limpa começou em 2013, com a assinatura do primeiro acordo de compra de energia (PPA) no Texas, num total de 110 megawatts. Desde então, a empresa desenvolveu modelos replicáveis de contratação que ajudaram a acelerar o financiamento e a implementação de projetos de energia renovável à escala global. Atualmente, mantém relações com mais de 95 parceiros energéticos, através de mais de 400 contratos.

Entre os acordos de maior dimensão destaca-se um contrato de 10,5 GW com a Brookfield, que sinaliza procura firme até 2030 e facilita o acesso a financiamento para novos projetos. A empresa refere ainda parcerias como o acordo de 500 MW com a Sol Systems e o PPA de 250 MW com a Volt Energy Utility, integrando componentes de formação profissional e apoio comunitário. No segmento da energia solar distribuída, os contratos já ultrapassam 1,5 GW, incluindo um offtake de 500 MW com a Pivot Energy e um contrato de 270 MW com a PowerTrust.

Além das renováveis tradicionais, a Microsoft está a investir em tecnologias emergentes. Entre os projetos anunciados encontram-se uma parceria com a Helion para um projeto de energia de fusão de 50 MW e a reativação do centro de energia limpa Crane, na Pensilvânia, com 835 MW de capacidade. Estas iniciativas são apoiadas pelo Climate Innovation Fund, que já investiu 806 milhões de dólares em 67 empresas focadas em soluções energéticas avançadas, armazenamento e gestão inteligente da energia.

Com a meta de se tornar net-zero até 2030, a empresa sublinha que o caminho exigirá uma abordagem multitecnológica e colaboração estreita com reguladores, parceiros do setor e organizações internacionais, reforçando padrões de medição e transparência na contabilização de emissões.

 

 

 

 

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