Mercado de escritórios do Porto e Lisboa com quebras homólogas de 24% e 15%

Dados constam do Marketbeat Outono 2021, apresentado esta segunda-feira pela consultora Cushman & Wakefield.

Inês Amado

A Cushman & Wakefield deu a conhecer esta segunda-feira o Marketbeat Outono 2021, um documento que resume a atividade do mercado imobiliário nacional até ao momento, bem como as suas perspetivas.

“Os primeiros meses de 2021 foram desafiantes para o mercado imobiliário nacional, em consequência do contínuo impacto negativo da crise pandémica que contribuiu para uma maior cautela por parte da procura. Ainda assim, apesar de as restrições à circulação no início do ano terem dificultado a concretização de negócios, o sentimento geral é de uma expectativa de recuperação gradual do mercado, suportada pela evolução positiva da economia”, comentou o diretor-geral da consultora em Portugal, Eric van Leuven.



Os números relativos ao mercado de escritórios da Grande Lisboa dão conta de um abrandamento da atividade entre janeiro e agosto deste ano, com 74.300 m² transacionados, registando-se uma quebra homóloga de 24%.

“Face ao abrandamento da procura, a taxa de desocupação aumentou 10 pontos percentuais no primeiro semestre, para os 5,6%. Suportado por uma  expetativa de recuperação a curto prazo, o volume de oferta futura manteve-se estável, atualmente nos 403.400 m² para os próximos três anos”, é referido na nota enviada hoje à comunicação social a propósito da publicação do relatório.

No Grande Porto, registou-se uma uma quebra homóloga na procura de 15%, num volume de ocupação de 25.900 m² até agosto deste ano, uma evolução influenciada pela concretização de alguns negócios de dimensão relevante.

Quanto ao retalho, a procura agregada pela Cushman & Wakefield dá conta de uma quebra homóloga de 8%, com 180 novas aberturas nos primeiros seis meses deste ano.

“Apesar da manutenção do domínio do comércio de rua (62% do número de operações), o maior interesse por lojas de grande dimensão, em retail parks e unidades stand alone foi também evidente. Ainda que o setor da restauração tenha mantido a primazia, com 45% das novas unidade, o setor alimentar registou também um importante dinamismo, com 45 aberturas”, é referido no relatório.

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