Mau tempo: Pagamentos ao setor da pesca avançam este mês, garante Governo

O secretário de Estado das Pescas assegurou hoje, na Noruega, que o apoio ao setor da pesca, devido ao impacto do mau tempo, começa a ser pago ainda este mês e que se contabiliza 700 candidaturas.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 26, 2026
14:41

O secretário de Estado das Pescas assegurou hoje, na Noruega, que o apoio ao setor da pesca, devido ao impacto do mau tempo, começa a ser pago ainda este mês e que se contabiliza 700 candidaturas.

“Tive a confirmação de que […] vão haver pagamentos ainda este mês. É algo que me agrada bastante. Vamos acudir a muita gente que esteve impossibilitada de ir ao mar. Gente que merece, que vive da pesca e que diminuiu a sua faturação”, garantiu o secretário de Estado das Pescas, Salvador Malheiro, em declarações aos jornalistas, em Trondheim, à margem de uma visita à organização de investigação SINTEF.



O Governo disponibilizou um apoio extraordinário para o setor da pesca de 3,5 milhões de euros perante o impacto do mau tempo, em particular para mitigar o impacto da paragem dos barcos.

As candidaturas encerram esta sexta-feira e, de acordo com o secretário de Estado das Pescas, já foram submetidas cerca de 700.

A ajuda é disponibilizada através do programa Mar 2030 a armadores de embarcações de pesca, que tiveram uma paragem de, pelo menos, 30 dias, contados, de forma seguida ou interpolada, desde 15 de novembro de 2025 a 20 de fevereiro do corrente ano.

As embarcações devem registar perdas de valor igual ou superior a 30% do volume de vendas em lotas nacionais, por comparação dos meses homólogos do ano anterior.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

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