Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se disponível para falar com os jornalistas, às 14 horas, no Palácio de Belém, no qual deverá abordar a audição de João Galamba, esta quinta-feira, na comissão de inquérito parlamentar à TAP.
Contactado pela ‘Executive Digest’, um assessor da Presidência da República confirmou tratar-se de um encontro com os jornalistas e não uma conferência de imprensa ou uma declaração ao país, sem nenhum tema pré-definido, pelo que é expectável que Marcelo Rebelo de Sousa aborde a atuação do Governo, em particular do ministro João Galamba, nos últimos dias.
Num evento com militares, esta manhã, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu afirmativamente aos pedidos dos jornalistas para uma conversa, embora tenha informado que só poderia fazê-lo no Palácio de Belém. O encontro acontece meia hora antes de o Presidente da República participar na reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na passada quinta-feira, visou o ministro das Infraestruturas numa mensagem de que o poder implica responsabilidade e afirmou que “é uma ilusão achar que se pode ser importante sem pagar um preço”.
O Chefe de Estado falou no Palácio de Belém, em Lisboa, num discurso em que fez comparações entre o desporto, a economia e a política, durante uma receção à seleção portuguesa de andebol em cadeira de rodas campeã europeia e mundial.
“É uma ilusão achar que se pode ser importante sem pagar um preço, que se pode ter poder sem ter responsabilidade, isso não existe. Também no vosso caso é assim. Sabem que o vosso preço, a vossa responsabilidade é o que se deixam de fazer, não fazem da mesma maneira para poderem chegar onde chegaram”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.
A ideia de que o poder implica responsabilidade foi central no discurso que o Presidente da República fez a 4 de maio, manifestando a sua oposição à manutenção de João Galamba como ministro das Infraestruturas.
“Valorizo a confiança do primeiro-ministro”, respondeu o ministro das Infraestruturas, João Galamba, após ser confrontado com as críticas do Presidente da República, que defendeu a sua demissão.
“É assim que eu acordo todos os dias e faço o meu trabalho. E acredite, senhor deputado, aquilo que eu valorizo é a confiança do senhor primeiro-ministro, a capacidade de eu executar o meu trabalho que tenho, acredite, e o trabalho que executo . É só isso e mais nada que valorizo e que me dá ou tira noites de sono. Mais nada. Mesmo mais nada”, sublinhou o ministro, durante a audição na comissão de inquérito parlamentar à TAP.




