O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que «estamos a viver uma evolução cujo termo não conhecemos, com altos e baixos, tudo o que seja prevenir a evolução de factores que podem tornar a situação mais complicada» é útil.
Na Feira do Livro do Porto, o Presidente refere que o regresso às aulas e ao trabalho «pode contribuir para picos de infecção». Quando questionado sobre uma eventual segunda vaga, Marcelo recusa-se a determinar em que fase está Portugal, dizendo apenas que a decisão do governo de entrar em contingência a 15 de Setembro é «preventiva».
O responsável recusa a ideia de que a crise só vai surgir depois da pandemia, sublinhando que «a crise económica e social já existe. Já existe porque há mais desempregados do que havia; já existe porque há muita gente que esteve em lay-off para tentar segurar empregos; já existe porque há empresas a reconhecer situações criticas», refere.
«O défice teve um aumento brutal para pagar o custo da pandemia, para pagar investimentos reforçados nomeadamente na área da saúde, mas também pela redução de receitas, porque a actividade económica diminuiu bastante».
«Quando eu disse que não faz sentido juntar uma crise politica, disse aquilo que qualquer pessoa sensata diria, disse o que está na cabeça dos portugueses», reforça Marcelo.
«Em Portugal temos um sistema politico, económico e social que tem resistido mais do que outros, mas é evidente que não nos podemos dar ao luxo de ter pouca iniciativa», conclui.




