O Santander Consumer Finance registou, em 2025, lucros de 727,6 milhões de euros, menos 9,45% do que em 2024, penalizado pela redução das comissões devido a alterações regulamentares na Alemanha e a maiores provisões impulsionadas pelas tendências da economia.
A sociedade de financiamento ao consumo do Banco Santander indicou, no relatório publicado hoje na Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), citado pela agência EFE, que a margem de juros cresceu 7,7%, para 3.789 milhões de euros, enquanto os custos se mantiveram praticamente estáveis e abaixo da inflação.
A margem de juros cresceu apoiada na reavaliação dos créditos iniciada em anos anteriores e no crescimento dos depósitos e empréstimos a clientes.
No entanto, as comissões diminuíram 13,4% em comparação com o ano anterior e situaram-se em 1.266,25 milhões de euros, uma descida com origem principalmente nas alterações na regulamentação dos seguros na Alemanha.
Os custos operacionais (despesas administrativas mais amortizações) situaram-se em 2.048,8 milhões de euros, 1,2% menos do que em 2024, absorvendo os efeitos da inflação.
As provisões para insolvências foram 25,3% superiores às do ano anterior, devido ao contexto económico (inflação e taxas em queda, enquanto a pressão sobre o poder de compra das famílias e as incertezas geopolíticas continuam) e à mudança no ‘mix’ de produtos.
Além disso, as provisões da sociedade do Banco Santander foram afetadas pelas fragilidades da economia alemã, que reduziu a sua atividade e provocou uma deterioração.
Em outubro passado, o Banco Santander, casa-mãe do Santander Consumer Finance e do Openbank, anunciou a fusão destas duas filiais na Europa para que todos os seus negócios de financiamento ao consumo no continente operem progressivamente sob a marca Openbak, uma integração que começa na Alemanha e se estenderá aos restantes mercados europeus.














