Mariana Fonseca, a ex-enfermeira portuguesa condenada pelo homicídio de Diogo Gonçalves, foi detida na Indonésia, onde se encontrava a viver e a trabalhar há vários meses, mas não será deportada para Portugal por se encontrar em situação legal naquele país. A mulher, de 29 anos, estava em fuga desde o ano passado, depois de a sentença pelo crime ter transitado em julgado e de terem sido emitidos mandados de detenção.
De acordo com o Correio da Manhã, o processo de deportação inicialmente equacionado acabou por cair, uma vez que Mariana Fonseca residia legalmente na Indonésia. Assim, a ex-enfermeira deverá agora ser presente a um juiz naquele país no âmbito do processo de homicídio, podendo vir a ser extraditada para Portugal. No entanto, o procedimento judicial poderá prolongar-se durante vários anos, até porque a suspeita deverá opor-se à extradição.
A detenção ocorreu depois de as autoridades localizarem a fugitiva na Indonésia, onde estava a trabalhar num café há alguns meses. A mulher encontrava-se fora de Portugal desde que decidiu fugir após a decisão judicial definitiva relacionada com o crime que chocou o país.
O homicídio de Diogo Gonçalves foi cometido com a cumplicidade da namorada de Mariana Fonseca, Maria Malveiro. A vítima, um jovem informático de 21 anos, foi drogado e posteriormente asfixiado, num plano destinado a roubar cerca de 70 mil euros que tinha recebido de herança. Maria Malveiro acabaria por suicidar-se na prisão, já depois de ter sido detida pelas autoridades portuguesas. Entretanto, a captura de Mariana Fonseca na Indonésia reacendeu o processo judicial, que poderá agora seguir para uma longa batalha legal em torno da eventual extradição.














