ISEG – Competências de vanguarda

Leccionado em inglês desde o ano passado, o mba do iseg é o mais antigo do país, mas não parou no tempo. Com uma acreditação internacional e outra em breve, tem conseguido captar alunos com uma oferta formativa adaptada aos novos tempos

Executive Digest

São três os pilares estruturantes da formação que compõe o MBA do ISEG: gestão, liderança e empreendedorismo. É com base nestas vertentes e um corpo docente com formação também no exterior que o ISEG tem conseguido captar alunos nacionais e internacionais para o seu MBA e dotá-los com as ferramentas necessárias para darem «um salto em frente» na organização ou começar a sua própria empresa, conta Jorge Gomes, director do MBA do ISEG.

O MBA do ISEG é o mais antigo do país. Em que medida tem vindo a adaptar-se às alterações que o mercado de trabalho tem sofrido?



Temos vindo a implementar várias alterações. Estou ligado ao MBA desde 2011, 2012, primeiro com duas equipas – com o professor João Duque e o professor Carvalho das Neves e sozinho há cerca de um ano. Mas desde o tempo do professor João Duque que temos vindo a fazer alterações e até antes, porque os MBA têm vindo a mudar. Neste momento há uma tendência generalizada nos MBA que é o decréscimo no número de alunos a nível mundial, algo que tem sido reportado nas conferências da Association of MBA. Este decréscimo generalizado do número de alunos a entrar nos MBA é justificado pela concorrência e pelo aumento dos produtos competitivos. Portanto, os MBA têm vindo a ter que fazer algo, nomeadamente alterações ao nível da estrutura, de processos, de conteúdo. Talvez das grandes operações que fizemos nos últimos anos foi a de estruturar uma parte do MBA com vista ao desenvolvimento de competências de liderança, algo que estamos a reforçar ainda mais porque é mesmo necessário. As pessoas, à medida que evoluem na carreira, vão precisando cada vez menos das suas competências técnicas e mais das suas competências relacionais. Temos também acompanhado o mercado interno, desde que começou a crise em 2008, e a focarmo-nos no desenvolvimento de competências relacionadas com a inovação e o empreendedorismo, porque o país precisou mesmo de um estímulo gigantesco. Todo o país tem vindo a ver esse desenvolvimento e o MBA do ISEG acompanhou essa tendência. Neste momento também estamos a acompanhar uma nova tendência que existe no mercado português, que é o intra- -empreendedorismo, a renovação das organizações existentes. Portanto, temos estes três pilares: o pilar da gestão, o pilar da liderança e o pilar do empreendedorismo.

Que programas de imersão estão integrados no MBA do ISEG?

Temos um programa de imersão que é optativo, em Silicon Valley, precisamente no âmbito do empreendedorismo. Colocamos os alunos durante uma semana na Universidade de São Francisco, que é o nosso parceiro, onde têm todo o tipo de aulas. Depois temos outras parcerias às quais se poderá chamar imersão: levamos os nossos alunos duramente um fim-de-semana à Academia da Força Aérea; há um sábado em que levamos os alunos à Escola Naval no Alfeite, também no âmbito da liderança; temos uma companhia de teatro que vem ao ISEG praticar a expressão oral, corporal, libertação de emoções. Neste âmbito, são estes os nossos principais parceiros. Depois temos outros. Estamos neste momento a contactar uma empresa portuguesa no âmbito da criação de novas empresas, para avaliar os projectos dos alunos, como no Shark Tank.

Qual é a importância da componente internacional?

Para os alunos do MBA é importante e para nós é ainda mais interessante. Temos o convite a professores estrangeiros, temos a quantidade de alunos internacionais porque quase um terço dos nossos alunos já é estrangeiro.

Que novidades têm este ano ao nível do MBA?

Neste momento estamos a tentar consolidar as operações que fizemos no ano passado. A mudança para inglês foi bastante grande. O que estamos a fazer é a planear grandes alterações, alterações profundas, para daqui a dois anos. Nessa altura, revelaremos.

Quem são os principais destinatários deste MBA?

Neste momento, a média de idades anda à volta dos 35 anos. Cerca de 50% são engenheiros, e depois das áreas de economia, gestão, e têm de ter uma experiência mínima de três anos – só abrimos excepções se de facto houver algo excepcional do ponto de vista académico ou do seu percurso profissional. Um terço são senhoras.

Quanto às aspirações, são pessoas que estão num nível intermédio nas suas organizações, são gestores intermédios, profissionais altamente qualificados que aspiram a dar um salto em frente na organização ou mesmo começar novas empresas. Temos observado isso com muita frequência. As pessoas vêm e acabam por criar os seus negócios. Os participantes no nosso MBA aliam elevadas capacidades de gestão e de liderança, com um significativo empenho e motivação, e ainda com um desassossego e inquietação próprios de quem quer construir um futuro melhor, e não apenas assistir ao seu desenrolar.

As skills que os alunos pretendem adquirir têm mudado ao longo dos últimos anos?

Em termos das aspirações que as pessoas têm e procuram, portanto, dos seus grandes objectivos, não mudou radicalmente, talvez com excepção dos alunos estrangeiros que vêm porque o ensino português é de grande qualidade e barato. Há universidades que já estão a capitalizar essas competências. Relativamente aos alunos nacionais, o que vêm é mais optimistas.

Quais são as nacionalidades dos alunos internacionais?

Na edição que começou em Setembro, as suas proveniências são sobretudo do Brasil, e vêm porque o curso é em inglês. Também temos duas angolanas, um chinês e dois colombianos. Para a edição que vai começar em Setembro do ano que vem, já temos alguns brasileiros, dois colombianos – é curioso que os colombianos vêm independentes uns dos outros. Acho que a Colômbia anda a ver o que é que se passa e acaba por chegar a Portugal e encontrar algo interessante. Temos equatorianos, uma chinesa… Como é que fazem a captação desses alunos? Vêm por eles. Quais são as mais-valias para um executivo que queira seguir uma carreira internacional? Nós estamos a fazer um exercício de benchmarking. O corpo docente é formado no exterior. Do ponto de vista da liderança e da gestão de equipas temos um modelo com muitas mais-valias. Estamos acreditados pela Association of MBAs e dentro de oito, nove meses vamos obter a segunda certificação externa, a AACSB. Do ponto de vista das competências estamos na vanguarda dos MBA. Quando tivermos as duas certificações, significa que do ponto de vista do exterior olham para nós como tendo qualidade. E há ainda a vantagem do preço do MBA do ISEG, que mesmo face ao que é praticado a nível nacional é baixíssimo.

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