Irão: Reino Unido anuncia “suposto ataque com drone” a base britânica em Chipre

O Reino Unido reagiu a um “suposto ataque com drone”, ocorrido hoje na base aérea do país no Chipre, informou o Ministério da Defesa britânico, após os ataques israelo-americanos no Irão.

Executive Digest com Lusa
Março 2, 2026
3:03

O Reino Unido reagiu a um “suposto ataque com drone”, ocorrido hoje na base aérea do país no Chipre, informou o Ministério da Defesa britânico, após os ataques israelo-americanos no Irão.


“As nossas forças armadas estão a reagir a um suposto ataque com drones à base da Royal Air Force em Akrotiri, em Chipre, ocorrido à meia-noite” (22:00 de domingo em Lisboa), disse um porta-voz do Ministério da Defesa.


“O nosso dispositivo de proteção na região está no nível mais alto”, acrescentou.


Não foram registadas vítimas de imediato.


A base de Akrotiri, território britânico ultramarino desde a independência cipriota em 1960, é a maior base militar do Reino Unido na região.


Londres enviou, recentemente, recursos adicionais para essa base, incluindo sistemas de defesa antiaérea e antidrones, radares e aviões F-35.


O Reino Unido concordou que os Estados Unidos utilizem bases militares britânicas para atacar locais de mísseis iranianos, anunciou o primeiro-ministro, Keir Starmer, no domingo, afirmando que Londres não participaria em “ações ofensivas no Irão”.


“Todos nos lembramos dos erros cometidos no Iraque e aprendemos com eles”, sublinhou o chefe do Governo britânico.


Mas “o Irão ataca os interesses britânicos e coloca em grave perigo os seus cidadãos” e os aliados na região, acrescentou Keir Starmer.


“A única forma de pôr fim à ameaça é destruir os mísseis na fonte — nos depósitos de armazenamento ou nos lançadores que servem para disparar esses mísseis”, referiu.


Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.


O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.


Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.


Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


 

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