O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita pediu hoje o corte de todas as relações com o Irão durante uma videoconferência com todos os embaixadores estrangeiros em Israel, no quarto dia da guerra contra a República Islâmica.
“Depois do ataque do Irão a todos os seus vizinhos e do massacre do seu próprio povo, os países de todo o mundo devem romper todas as relações com este país”, defendeu Gideon Saar durante a reunião.
O encontro contou com a participação de cerca de 60 embaixadores acreditados junto das autoridades israelitas, segundo um comunicado do gabinete do chefe da diplomacia de Israel.
De acordo com Telavive, o regime iraniano tornou-se uma ameaça à paz mundial que deve ser isolado diplomaticamente.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Segundo defendeu o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o objetivo das operações militares e do isolamento politico-diplomático é a mudança de regime em Teerão, visando “libertar o povo iraniano da tirania”.
O conflito alastrou-se rapidamente a outras zonas da região, com Israel a bombardear também o Líbano, em resposta a ataques do movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irão, e Teerão a atacar locais ligados aos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
O Irão anunciou um “ataque de grande escala” contra uma base aérea norte-americana no Bahrein, e outro ao porto de Duqm, em Omã, tendo ataques de drones ao campo de Azadi, de combatentes curdos iranianos, no norte do Iraque, sido também atribuídos a Teerão.
O Crescente Vermelho iraniano indicou que os ataques de Israel e dos Estados Unidos já causaram 787 mortos desde sábado.
O exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.














