Confrontos eclodiram hoje à noite entre manifestantes e a polícia perto da embaixada dos EUA em Bagdad, constataram os jornalistas da AFP, com as forças de segurança a recorrer ao gás lacrimogéneo para os dispersar.
Os manifestantes tentaram, pela segunda vez hoje, invadir a Zona Verde, fortemente protegida, onde se encontra a embaixada dos EUA, antes de serem dispersados pelas forças de segurança com gás lacrimogéneo.
A embaixada dos EUA em Bagdad alertou hoje para ameaças contra os interesses norte-americanos no Iraque, admitindo que manifestações junto ao complexo diplomático podem tornar-se violentas após a morte do líder iraniano, Ali Khamenei.
A embaixada está a “acompanhar ameaças ativas contra os interesses dos EUA no Iraque, incluindo restaurantes, empresas e indivíduos”, anunciou a representação diplomática numa mensagem nas redes sociais.
Os norte-americanos “devem permanecer vigilantes em relação ao que os rodeia e evitar grandes aglomerações, uma vez que as manifestações podem tornar-se violentas”, acrescentou a missão, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).
A missão norte-americana já suspendeu os serviços consulares de rotina e ordenou que o pessoal não essencial trabalhasse a partir de casa.
Ali Khamenei, líder supremo do Irão desde 1989, foi morto no sábado no início dos bombardeamentos lançados pelos EUA e por Israel contra a República Islâmica.
A morte do ‘ayatollah’, título de altos dignitários da hierarquia xiita, gerou protestos em vários países, como o Iraque, a Turquia ou a França.
O Irão prometeu vingar a morte de Ali Khamenei, que sucedeu ao ‘ayatollah’ Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica após a revolução de 1979 que depôs a monarquia no país asiático outrora conhecido como Pérsia.
Desde que foi atacado, o Irão tem retaliado com o lançamento de mísseis contra Israel e países da região, com relatos de ataques e vítimas no Bahrein, Jordânia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Síria.
ALU /(PNG) // ZO




