Irão: Armador francês CMA CGM instrui navios no Golfo Pérsico a procurar abrigo

O armador francês CMA CGM, a terceira maior empresa de navegação do mundo, instruiu hoje todos os seus navios no Golfo Pérsico para “procurarem abrigo”, enquanto a passagem através do canal do Suez “está suspensa”.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 28, 2026
22:35

O armador francês CMA CGM, a terceira maior empresa de navegação do mundo, instruiu hoje todos os seus navios no Golfo Pérsico para “procurarem abrigo”, enquanto a passagem através do canal do Suez “está suspensa”.


“Todos os navios atualmente no Golfo Pérsico, ou a caminho do Golfo Pérsico, foram instruídos, com efeito imediato, para procurar abrigo”, afirmou a empresa, em comunicado.


O trânsito pelo canal do Suez, que liga o mar Mediterrâneo ao mar Vermelho, “está suspenso até novas ordens, e os navios serão desviados em redor do Cabo da Boa Esperança”, acrescentando vários milhares de quilómetros à viagem ao circundar África, segundo a mesma fonte.


“Os clientes serão contactados assim que estiverem disponíveis mais detalhes sobre possíveis portos alternativos para descarregar as suas mercadorias”, afirmou a CMA CGM.


A alemã Hapag-Lloyd, a quinta maior empresa de transporte marítimo do mundo, anunciou hoje a suspensão do seu trânsito através do Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de petróleo.


No sábado, a Força Naval da União Europeia anunciou que a Guarda Revolucionária do Irão estava a alertar os navios via rádio de que a passagem pelo Estreito de Ormuz “não estava autorizada”.


Contudo, nenhuma decisão oficial nesse sentido foi tomada até ao momento. Desde hoje que os Estados Unidos e Israel têm vindo a realizar uma série de ataques contra o Irão, que respondeu com ataques de mísseis na região, que foi abalada por inúmeras explosões, aumentando os receios de um conflito mais amplo.


Israel e Estados Unidos lançaram hoje um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou “eliminar ameaças iminentes” do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.


Segundo a Cruz Vermelha iraniana, já foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.


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