As mais recentes imagens de satélite sob Beirute mostram um impressionante rasto devastador da explosão.
Satellite images taken May 31 and today show the scale of the explosion that destroyed part of the Beirut's port Tuesday. pic.twitter.com/4FevyLv9tC
— The Globe and Mail (@globeandmail) August 5, 2020
Os governantes já compararam esta situação a desastres como o de Hiroshima e de Nagasaki, e com esta imagens, é possível ter uma melhor ideia sobre o que realmente destruiu a explosão de milhares de toneladas de nitrato de amónio.
O presidente da Câmara de Beirute afirmou que a cidade, em escombros, é hoje uma “zona de guerra”. O primeiro-ministro Hassan Diab compara a destruição à de Hiroshima e de Nagasaki.
A forte explosão no porto de Beirute, na tarde de terça-feira, causou já 135 mortos, cerca de cinco mil feridos e dezenas, até ver, permaneceram desaparecidos.


As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesas.
O primeiro-ministro libanês revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.


O governo do Líbano, incluindo funcionários públicos e juízes, já tinha conhecimento da existência de nitrato de amónio, substância que causou a explosão desta terça-feira em Beirute, há pelo menos seis anos, de acordo com uma investigação da rede de televisão árabe Al Jazeera.
A cadeia televisiva realizou uma compilação de vários documentos importantes, nomeadamente materiais públicos recolhidos nos últimos anos e concluiu que a substância já era conhecida por parte das autoridades libanesas, que sabiam do perigo que representava, constituindo um risco de explosão iminente.
A Al Jazeera cita órgãos oficiais responsáveis pelo porto de Beirute, que revelam que o nitrato de amónio entrou no país em 2013, através de um navio proveniente da Rússia, que atracou na capital libanesa devido a questões técnicas. Depois do incidente a tripulação deixou o navio ao abandono e consequentemente, a carga explosiva também.


O Governo libanês decretou, esta quarta-feira, estado de emergência por duas semanas em Beirute, na sequência das explosões devastadores e mortíferas no porto da capital do Líbano.
O anúncio da decisão foi feito numa conferência de imprensa pelo ministro da Informação libanês, Manal Abdel Samad, adiantando que entrará em vigor, imediatamente, “um poder militar supremo” para garantir a segurança em Beirute.





