Imagens de satélite mostram o antes e depois da explosão em Beirute

A forte explosão no porto de Beirute, na tarde de terça-feira, causou já 135 mortos, cerca de cinco mil feridos e dezenas, até ver, permaneceram desaparecidos.

Executive Digest

As mais recentes imagens de satélite sob Beirute mostram um impressionante rasto devastador da explosão.

Os governantes já compararam esta situação a desastres como o de Hiroshima e de Nagasaki, e com esta imagens, é possível ter uma melhor ideia sobre o que realmente destruiu a explosão de milhares de toneladas de nitrato de amónio.

O presidente da Câmara de Beirute afirmou que a cidade, em escombros, é hoje uma “zona de guerra”. O primeiro-ministro Hassan Diab compara a destruição à de Hiroshima e de Nagasaki.

Continue a ler após a publicidade

A forte explosão no porto de Beirute, na tarde de terça-feira, causou já 135 mortos, cerca de cinco mil feridos e dezenas, até ver, permaneceram desaparecidos.

 

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesas.

Continue a ler após a publicidade

O primeiro-ministro libanês revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

 

O governo do Líbano, incluindo funcionários públicos e juízes, já tinha conhecimento da existência de nitrato de amónio, substância que causou a explosão desta terça-feira em Beirute, há pelo menos seis anos, de acordo com uma investigação da rede de televisão árabe Al Jazeera.

A cadeia televisiva realizou uma compilação de vários documentos importantes, nomeadamente materiais públicos recolhidos nos últimos anos e concluiu que a substância já era conhecida por parte das autoridades libanesas, que sabiam do perigo que representava, constituindo um risco de explosão iminente.

A Al Jazeera cita órgãos oficiais responsáveis pelo porto de Beirute, que revelam que o nitrato de amónio entrou no país em 2013, através de um navio proveniente da Rússia, que atracou na capital libanesa devido a questões técnicas. Depois do incidente a tripulação deixou o navio ao abandono e consequentemente, a carga explosiva também.

Continue a ler após a publicidade

O Governo libanês decretou, esta quarta-feira, estado de emergência por duas semanas em Beirute, na sequência das explosões devastadores e mortíferas no porto da capital do Líbano.

O anúncio da decisão foi feito numa conferência de imprensa pelo ministro da Informação libanês, Manal Abdel Samad, adiantando que entrará em vigor, imediatamente, “um poder militar supremo” para garantir a segurança em Beirute.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.