Guia para ir à praia com lotação controlada. Terá à sua espera cercas, drones e militares

Até ao momento, desconhece-se a data de abertura da época balnear deste ano, sabendo-se apenas que não será generalizada a partir de 1 de junho e que ainda falta definir a gestão do acesso às 481 praias costeiras e 133 fluviais do país.

Ainda assim, começam a somar-se as ideias de que como gerir esta situação, de resolução complicada. Segundo o ‘Expresso’, há autarquias que propõem colocar cordas para delimitar o espaço de segurança entre pessoas, optando por criar quadrículas a marcar a localização de cada chapéu de sol, mas há também quem esteja a ponderar instalar sensores nos acessos para controlar as entradas. E ainda há quem pretenda recorrer a drones para monitorizar a multidão.

As propostas passam também por definir tempos limite de permanência na praia visando assegurar uma maior rotatividade. A informação sobre a ocupação poderá ser transmitida através de “bandeiras de carga” com cores diferentes a indicar a afluência, como propõe o Turismo de Portugal.

A tecnologia, como não poderia deixar de ser, poderá ter um papel fundamental através da criação de aplicações informáticas que indiquem, em tempo real, a lotação e afluência de cada praia.

Algumas destas propostas constam de um documento, a que o Expresso teve acesso, elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no final de abril, depois de ter reunido com representantes de comunidades intermunicipais (CIM), da Federação de Concessionários, da Autoridade Marítima, do Turismo de Portugal, da Direção-Geral da Saúde (DGS) e vários autarcas.

A ronda de contributos ainda não está encerrada mas agora caberá à APA elaborar um manual de regras anticovid para as praias, reunindo propostas de mais de meia centena de entidades,  o que é uma “tarefa complexa” e “só deverá estar concluído no final da próxima semana”, diz o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.

Da parte da DGS falta definir a distância de segurança a aplicar e, na falta informação científica, quanto tempo o vírus pode permanecer na areia e qual a distância de segurança segura entre pessoas. Denyrro e fora de água. Falta também indicar se é de facto preciso definir como se vão limpar areais e equipamentos de praia.

O ‘Expresso” dá ainda conta de que as autarquias estão preocupadas com a escassez de nadadores-salvadores e de meios para fiscalizar, vigiar e controlar os acessos. Razão que as levam a defender que a Marinha seja destacada para apoiar na vigilância. O Expresso sabe que as Forças Armadas estão já a delinear um plano de ação que passará pelo reforço de fuzileiros, artilheiros e outros militares a patrulhar o areal e sensibilizar os banhistas.

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