Afinal, Alfredo Casimiro não fechou a porta à Swissport e quer inclusivamente manter as negociações com a gigante suíça de handling, avança o ‘Expresso’, que cita um esclarecimento enviado pelo acionista.
A Swissport queria uma resposta à proposta de compra da participação de Alfredo Casimiro na Pasogal na passada terça-feira até às 23h59. A resposta não chegou e, pelo silêncio, a empresa suíça assumiu que se tratava de uma recusa, já que eram esses os termos da negociação.
Mas o empresário veio agora esclarecer ao jornal que “há condições para que as negociações continuem, tendo mandado inclusive esta quinta-feira uma carta à empresa de handling suíça a manifestar o seu interesse”.
Até ao momento, a Swissport não fez qualquer comentário.
“A Pasogal entende, aliás, que há condições para que as negociações prossigam. Por essa razão, endereçou hoje (quinta-feira) mesmo uma carta à Swissport, manifestando total abertura para que, num ambiente de boa fé negocial, as partes possam analisar e discutir em conjunto a proposta apresentada no início da semana”, lê-se numa nota de Alfredo Casimiro, enviada às redações.
O acionista aponta ainda, no mesmo documento, o dedo à TAP pela “apreensão” sentida. “É firme o compromisso da Pasogal em alcançar um desfecho positivo do processo de venda da sua participação na Groundforce à Swissport”, afirma, salientando que “a não clarificação, por parte da TAP, das condições de renovação do contrato de handling com a Groundforce é motivo de apreensão em sede negocial”, salienta.
O empresário já esteve também em negociações com o fundo de investimento espanhol Atitlan e a empresa de handling belga Aviapartners, mas não chegou a acordo.
A Groundforce mantém-se numa posição de enorme fragilidade financeira, com o processo de insolvência, pedido pela TAP, prestes ser decidido.
A par disso, os trabalhadores da empresa de handling estão em greve às horas extraordinárias e para dia 17 e 18 está marcada greve total. Uma paralisação que acabará por ter impacto em todas as operações.




