Galp: Serviços inovadores

A Galp quer assegurar as principais necessidades do dia-a-dia de cada cliente. O IT é fundamental neste posicionamento

Executive Digest

A Galp ambiciona ter um contributo e um impacto material no desenvolvimento de soluções sustentáveis para os grandes desafios globais que o mundo vive actualmente. Por essa razão estão a direccionar 40% do investimento anual para projectos de transição energética, o que significa uma diversificação de portefólio e a aposta em novas tecnologias.

Exemplos dessa diversificação são a conclusão da transacção com o Grupo ACS em Setembro que permitiu à Galp tornar-se no principal operador solar na península ibérica e também a nova empresa do grupo, a EI – Energia Independente. Lançada este ano com foco no autoconsumo solar, ou seja, na produção de electricidade verde própria via a instalação de painéis solares, tem uma abordagem ao mercado de base tecnológica assente na análise de imagens de satélite, algoritmos de inteligência artificial (IA) e big data para disponibilizar dados finos do potencial de cada telhado na península ibérica.



Em Novembro foi comunicado o seu primeiro grande projecto em Portugal, com a instalação de cerca de 1500 painéis solares no Taguspark, que permitem a este polo empresarial reduzir a sua dependência da rede eléctrica em 23% e evitar a emissão de 251 toneladas de CO2 por ano.

«A Galp passou ainda a disponibilizar no final de 2019 uma solução de mobilidade integrada para as frotas dos seus clientes, incluindo a opção eléctrica e a partilha de veículos. O serviço é disponibilizado através da Flow, um spin of de um projecto desenvolvido no CEiiA e que pretende desafiar as cidades a abraçarem aceleradamente os paradigmas do Software as a Service (SaaS) e da Mobility as a Service (MaaS) tendo a sustentabilidade, flexibilidade e facilidade de acesso como princípios fundamentais para revolucionar a mobilidade urbana», explica à Executive Digest, Nuno Pedras, global chief Information & Digital officer da Galp.

Big data

A capacidade na análise dos dados que têm disponíveis, internos e externos, e a forma como os trabalham, seja para entender o passado como o de predizer o futuro, é hoje um diferenciador indispensável a qualquer empresa que queira estar preparada para os desafios do futuro. Sobretudo numa indústria em profunda mudança, como a indústria energética. A quantidade de dados que hoje estão disponíveis para as empresas e que têm relevância para as suas operações atingiu uma dimensão quase inimaginável. E é cada vez mais crítico dotar as empresas de capacidade de processar, analisar e trabalhar essa informação disponível, de forma a sustentar as decisões ou investimentos estratégicos que têm de fazer.

«Conscientes da relevância deste tema para a organização, criámos este ano uma área de Data Office com uma nova equipa focada em, por um lado estruturar o universo de dados da Galp, o que permitirá ganhos consideráveis na agilidade e na tomada de decisão, e por outro dar suporte ao negócio dando conhecimento robusto de como governar os dados, ajudando na literacia e na implementação de qualquer projeto de dados.»

Mas este caminho não é recente e deve ser visto de forma colaborativa. Sabe-se que o recurso a modelos, analítica avançada, IA e a abertura a parcerias com a academia em áreas de vanguarda do conhecimento podem contribuir para acelerar este processo de transformação. Como exemplo da forma transversal com que encaramos e trabalhamos os dados, criámos uma plataforma única de dados (enterprise data hub), para onde dirigimos todos os dados no seu estado mais puro, e onde desenvolvemos uma vasta gama de modelos analíticos de pré-produção prontos a usar em campanhas específicas. É algo crítico e diferenciador, onde continuaremos a investir, desenvolvido com recursos internos para trabalhar os dados nas diferentes unidades de negócio da Galp.

Há exemplos de sucesso destas parcerias, como a parceria realizada com a IBM Research Brasil para o desenvolvimento de um assistente virtual suportado em soluções de IA que melhora expressivamente a interpretação sísmica na área da exploração petrolífera e gás.

Desafios

O desafio é gigante porque, como se sabe, a tecnologia só por si não resolve nada. É fundamental explicar o futuro às pessoas para que percebam o caminho e se sintam envolvidos e parte da mudança. «Passa por executar um programa de aculturação com métricas que permita uma adopção transversal das novas ferramentas e o nosso IT a entender de forma clara as necessidades do negócio e da organização e a acrescentar valor em tempo útil», sublinha Nuno Pedras.

Para que este diálogo aconteça criámos e continuaremos a desenvolver o Entreprise Data Hub que permitirá ter uma fonte única de dados e uma vasta gama de modelos analíticos. Trabalhar na integração e desenvolvimento contínuos para que a área de manutenção seja também uma área de inovação tecnológica e não um puro legacy, adoptando técnicas e tecnologias de última geração. Ter infra-estruturas e operações fiáveis, garantindo a continuidade de negócio, com uma arquitectura cloud e on prem de última geração. Áreas que a empresa desvaloriza mas que na Galp sabemos que é a nossa “engine room” que nunca pode falhar e tem de trabalhar da forma mais eficiente possível.

A nível externo passa por assegurar uma visão única do cliente e de dar resposta às prioridades das unidades de negócio.

«Mas olhando para a frente devemos ser ainda mais ambiciosos. É importante que a Galp se posicione como um pace setter no que diz respeito a assegurar as principais necessidades do dia-a-dia de cada um. Somos uma commodity, devemos fazer parte da vida dos clientes desde o momento que acordam até ao momento que acaba o dia. O IT é fundamental neste posicionamento com a possibilidade da construção de um conjunto de serviços em que a venda de energia é uma das possibilidades dentro de um cabaz de oferta cada vez mais diversificado», afirma.

Hoje, vive-se um momento de enorme desafio para o sector onde é fundamental ajustar a proposta de valor. A transformação digital em curso e particularmente o actual contexto de pandemia criou o enquadramento para a aceleração do desenvolvimento de produtos e serviços inovadores que respondam a necessidades e mesmo a expectativas sem precedentes.

Com as restrições em Portugal e com o futuro anda incerto, a Galp deu o passo, o de levar as lojas de conveniência a casa dos portugueses, através de parcerias com a Uber Eats e a Glovo. Ao longo dos últimos meses assistiu-se a uma aceleração da integração omnicanal em loja com a redefinição da proposta de valor e experiência de cliente, com foco na entrega de uma experiência personalizada phygital, e primazia de interacções contactless. O roll-out MBWAY é um exemplo da reformulação da experiência de cliente e digitalização das interacções. No novo normal, estas abordagens vieram para ficar e serem abordagens obrigatórias.

«Fizemos ainda recentemente o desenvolvimento em low code de uma plataforma que permite que novos clientes possam fazer contratos em apenas três minutos de forma ágil e simples, é um movimento obrigatório para que todos os nossos stakeholders sintam que a Galp habita um ecossistema de acesso e contacto fácil onde o digital é uma parte relevante», conclui Nuno Pedras.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.