A Galp anunciou a aquisição de um portefólio de 351 MW de ativos eólicos onshore em operação em Espanha, comprados aos fundos Helia, uma plataforma conjunta da Plenium Partners e Bankinter Investment. A transação, avaliada em cerca de 320 milhões de euros, deverá ser concluída no segundo trimestre de 2026 e reforça a estratégia da empresa de crescimento e diversificação no setor das energias renováveis no mercado ibérico.
O portefólio é composto por 17 parques eólicos situados em zonas com recursos eólicos atrativos, com data média de início de operação em 2009. Os ativos operam em regime de mercado e geram, em média, cerca de 750 GWh por ano, apresentando um histórico operacional robusto.
Com esta operação, a Galp aumenta a capacidade renovável instalada para 2 GW, passando a energia eólica a representar cerca de um quarto da sua produção renovável total, equilibrando assim o portefólio que até agora tinha forte predominância solar.
“Esta aquisição traduz a nossa visão de longo prazo para as energias renováveis: crescer de forma disciplinada, com ativos de qualidade, e construir um portefólio mais diversificado e resiliente. A complementaridade entre solar e eólico permite-nos reduzir volatilidade, melhorar o perfil de produção e reforçar a criação de valor sustentável”, afirmou Georgios Papadimitriou, EVP de Renováveis da Galp.
A unidade de Renováveis da Galp foca-se no desenvolvimento, construção e operação de ativos de geração de eletricidade renovável na Península Ibérica. Atualmente, a empresa conta com 1,7 GW de capacidade solar instalada em Portugal e Espanha, complementada por projetos em construção e desenvolvimento, bem como investimentos em armazenamento e hibridização para reduzir a intensidade carbónica da eletricidade produzida e reforçar a resiliência do sistema elétrico.
Além disso, a Galp tem em construção mais de 350 MW de projetos solares e de baterias, com entrada em operação prevista até ao final de 2026, adaptando continuamente a sua execução estratégica às condições do mercado para garantir a sustentabilidade económica do portefólio.






