Duas semanas não são suficientes: tanto França como Itália admitem prolongar o período de quarentena. No caso francês, a directora da Saúde Pública Francesa afirmou que serão necessárias entre duas e quatro semanas para se conseguirem observar alterações na dinâmica de propagação do novo coronavírus. Defende, por isso, a extensão das medidas de isolamento.
Em declarações citadas pelo Le Figaro, Geneviève Chêne indica que se todos cumprirem as recomendações de distância e confinamento existe uma probabilidade elevada de a situação em França não chegar ao nível de Itália.
Por seu turno, o primeiro-ministro italiano considera que atingir o pico de infectados e a consequente redução do contágio não é suficiente para os cidadãos voltarem às ruas rotinas. Em entrevista ao El Corriere Della Sera, Giuseppe Conte garante que as medidas tomadas até agora continuarão após o nível de contágio diminuir. Isto significa, por exemplo, que as escolas permancerão de portas fechadas.
Ao contrário de França, Itália não coloca apenas a hipótese em cima da mesa. O primeiro-ministro afirmou mesmo que a quarentena será prolongada, quando o período actual chegar ao fim a 3 de Abril.
Itália é um dos países mais afectados pelo COVID-19, registando já 2.978 vítimas mortais e mais de 35 mil casos positivos. Já França ultrapassa os 9 mil casos de Covid-19 e 264 pessoas já morreram do vírus.




