Fórum para a Competitividade prevê que PIB cresça 3,5% a 4,5% em 2021

O Fórum para a Competitividade estima que no terceiro trimestre o PIB português tenha crescido 2% a 4% em cadeia e 3,5% a 5,5% em termos homólogos, prevendo uma progressão de 3,5% a 4,5% em 2021.

Executive Digest com Lusa

O Fórum para a Competitividade estima que no terceiro trimestre o PIB português tenha crescido 2% a 4% em cadeia e 3,5% a 5,5% em termos homólogos, prevendo uma progressão de 3,5% a 4,5% em 2021.

“A economia apresentou uma evolução limitada no terceiro trimestre, com confinamentos e recuperação parcial no turismo, pelo que o Fórum para a Competitividade estima que o PIB [Produto Interno Bruto]tenha crescido entre 2% e 4% em cadeia e entre 3,5% e 5,5% em termos homólogos”, lê-se na Nota de Conjuntura de agosto da instituição, hoje divulgada.

“Com base nos valores revistos do INE [Instituto Nacional de Estatística], com recuperação gradual e afastados os cenários mais gravosos, estimamos um crescimento para o conjunto do ano de 2021 entre 3,5% e 4,5%”, acrescenta.

Conforme nota o Fórum, “com a revisão em baixa do PIB de 2020, que caiu 8,4% [contra os anteriormente estimados 7,6%], Portugal passou da quarta para a terceira recuperação mais atrasada da União Europeia, só melhor do que a de Espanha e Malta”.

Para justificar a sua estimativa de evolução do PIB entre julho e setembro, o Fórum para a Competitividade refere que “o terceiro trimestre iniciou-se com uma subida de casos de covid, que obrigou ao regresso de medidas de confinamento, com evidentes repercussões económicas”.

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“Ao longo do trimestre, houve um aligeirar de restrições, mas que só foram levantadas em 01 de outubro”, recorda.

De acordo com o organismo, “na indústria chegou a haver quedas de produção, também potenciadas por outros dois problemas que marcaram o trimestre: a subida dos preços da energia e os constrangimentos à produção pela escassez de componentes”, enquanto, “no turismo, prosseguiu a recuperação dual: as dormidas de residentes atingiram um novo máximo histórico em agosto, mas as de não residentes ficaram a pouco mais de metade dos níveis pré-pandemia”.

O Fórum nota ainda que, “em termos externos, também houve alguma perda de dinamismo, partilhando as restrições decorrentes da evolução dos preços da energia e das dificuldades de abastecimento, quer devido à produção de bens intermédios quer ao próprio transporte”.

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No que se refere aos próximos meses, “o quarto trimestre inicia-se sob a ameaça da subida dos preços da energia e o final das moratórias, num ambiente de recuperação internacional e nacional com algumas limitações”, refere.

“Algumas empresas foram fortemente afetadas pelo preço da energia, mais grave em Portugal, que apresentou, em setembro, o segundo preço da eletricidade da Europa continental e 15% acima da média. Também o setor automóvel enfrenta problemas, com origem sobretudo na falta de componentes, falando-se no regresso aos ‘lay-offs’”, explica o Fórum para a Competitividade.

Quanto ao fim das moratórias, considera que “deverá ocorrer sem sobressaltos de maior, ainda que possa gerar algumas insolvências e desemprego”.

Neste contexto, e já tendo como base os valores revistos do INE, o Fórum estima um crescimento para o conjunto do ano de 2021 entre 3,5% e 4,5%.

Em 2022, antecipa que “deve prosseguir o retomar da normalidade nos diferentes setores, aproximando-se ou ultrapassando mesmo os valores anteriores à pandemia, com a exceção do turismo, que só os deverá alcançar em 2023”.

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