As autoridades anti-concorrenciais da União Europeia vão decidir hoje se o unicórnio de ADN português Farfetch tem autorização para adquirir uma participação na Richemont, dona de marcas de luxo como a Cartier, num negócio com o magnata saudita Mohamed Alabbar,
Nos termos do acordo, anunciado no final de agosto, o veículo de Alabbar, a Symphony Global, e a Farfetch irão comprar participações de 3,2% e 47,5%, respetivamente, no YOOX Net-a-Porter Group (YNAP), a plataforma de comércio eletrónico da Richemont.
A Richemont irá receber entre 53 milhões e 58,5 milhões de ações ordinárias Classe A da Farfetch, que deverão representar entre 12% e 13% do capital emitido em bolsa, bem como o equivalente a cerca de 265 milhões de euros em ações Classe A da Farfetch cinco anos depois da conclusão da primeira transação.
Este negócio fará com que esta empresa, bem como os restantes negócios da Richemont, adotem a Farfetch Platform Solutions, a plataforma de comércio eletrónico desenvolvida pela Farfetch.
Ou seja, este acordo inclui uma série de investimentos em serviços digitais por parte dos players de luxo, à medida que recorrem a novos canais para chegar aos clientes, incentivados pela mudança para as compras online durante a pandemia.
O CEO e Chairman da Farfetch quer “construir uma plataforma online independente e neutra para a indústria do luxo que seria altamente atrativa tanto para as marcas de luxo como para a sua clientela exigente”, escrevem em comunicado, acrescentando que a tecnologia da Farfetch “permitirá que a Richemont Maisons beneficie do melhor caminho para o mercado e concretize sua visão do novo retalho de luxo”.
As autoridades de concorrência da UE podem aprovar o acordo com ou sem soluções após a sua revisão preliminar, ou podem abrir uma investigação de quatro meses se o negócio suscitar qualquer preocupação.














