Faculdade de Ciências Humanas: Excelência e qualidade de ensino

Dada a sua reputação nacional e internacional e estreita relação com o mercado, o mestrado permite aos alunos um contacto precoce com a realidade profissional. Em entrevista à Executive Digest, Catarina Duff Burnay, coordenadora do mestrado em Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da Universidade Católica Portuguesa, partilha os principais factores de diferenciação face à concorrência.

O mestrado em Ciências da Comunicação foi actualizado e reestruturado. Quais as principais mudanças?

No âmbito do nosso processo interno de melhoria contínua, procedemos a algumas alterações no plano curricular com o objectivo de alinhar a oferta formativa com as tendências de estudo e pensamento em Ciências da Comunicação em consonância com a evolução do campo disciplinar, assim como ir ao encontro da procura, por parte dos alunos, da aquisição de competências que lhes permitam reflectir sobre os fenómenos comunicacionais da contemporaneidade e, em consequência, garantir a empregabilidade. Neste sentido, nasceram novas especializações e foram criadas unidades curriculares próximas das dinâmicas do mercado; todas as especializações passaram a ser oferecidas, integralmente, em língua portuguesa e em língua inglesa; criamos mais espaços para os alunos partilharem work in progress e investigação feita com os seus pares e investigadores do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da FCH; foi ampliada a rede de protocolos para a realização de estágios curriculares, assim como a oferta de universidades estrangeiras para mobilidade.

O que este mestrado proporcionará de novo aos alunos?

Proporcionará a escolha de uma formação em Ciências da Comunicação de vanguarda, com a certeza de que há activos que nunca mudam: a excelência e qualidade de ensino, um corpo docente jovem e altamente qualificado e uma faculdade comprometida com as necessidades individuais de cada aluno.

Que conjunto alargado de competências e desenvolvimento de skills oferece aos alunos?

O nosso objectivo é contribuir para o crescimento intelectual dos alunos, promovendo a capacidade crítica e reflexiva e a capacidade de produção de conhecimento novo e sustentado, competências relevantes para o desempenho de qualquer tarefa profissional e valorizadas pelos empregadores. Em adição, a Universidade Católica Portuguesa assumiu como missão contribuir para a promoção de uma “cidadania ecológica”, pelo que procuramos formar uma geração de profissionais que assume a sustentabilidade integral como uma das suas missões.

Considera que o mestrado em Ciências da Comunicação será fundamental para os alunos que pretendem desenvolver uma carreira profissional nesta área, em Portugal ou no estrangeiro, ou até uma carreira de investigação científica?

O mestrado em Ciências da Comunicação, dada a sua reputação nacional e internacional e estreita relação com o mercado, permite aos alunos um contacto precoce com a realidade profissional. Para além disso, os alunos são encorajados, logo desde o primeiro ano, a perspectivar criticamente o mundo e a partilhar, em ambiente de aula e em fora mais alargados, as suas pesquisas, dando relevo à investigação científica na área das humanidades como um ponto nevrálgico para a evolução das sociedades.

Como se diferencia o vosso mestrado em Ciências da Comunicação de outros mestrados existentes no mercado? Quais os principais factores de diferenciação?

O mestrado em Ciências da Comunicação da FCH oferece cinco especializações que cobrem as principais sub-áreas da Comunicação: Jornalismo, Marketing e Publicidade, Comunicação Estratégica e Liderança, Media e Entretenimento, Comunicação e Transformação Digital. Todas as especializações são leccionadas, integralmente, em língua portuguesa e inglesa, proporcionando um ambiente multicultural rico. Temos um corpo docente jovem e altamente qualificado em termos científicos, mas também com experiência profissional nas áreas leccionadas e temos visiting scholars internacionais a leccionar de forma regular no programa. Destaco, também, a colocação em estágio como um processo individual e customizado às necessidades dos alunos, e, por fim, a exigência e os padrões de cientificidade que empregamos aos trabalhos finais.

Quais são os principais desafios (e problemas) que o sector da Comunicação enfrenta actualmente?

Não é possível responder a esta questão sem tomar em conta a situação de pandemia vivida mundialmente. Assim, do ponto de vista dos media, destaco a proliferação de meios alternativos de disseminação de informação não regulados e, em consequência, a desinformação. Não é algo novo, mas tem ganhado dimensão, levando inclusivamente a Organização Mundial da Saúde (WHO) a identificar a Infodemia como um dos problemas do século.

Outro problema que destaco é o que o Papa Francisco, na sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2021, chama de “informação pré-fabricada; de palácio; autoreferencial”. No seu entender, prolifera a informação feita nas redacções e cada vez menos se comunica “encontrando as pessoas onde estão e como são”.

Mas os desafios estão em outras áreas da Comunicação. Por exemplo, o marketing e a publicidade tiveram de encontrar mecanismos para se aproximarem dos consumidores, numa altura em que cresce o e-commerce a as compras na “loja da rua” e, em contexto organizacional, a comunicação interna foi desafiada a encontrar diferentes formas para continuar a garantir o envolvimento dos colaboradores e a fomentar o employer branding, quando a norma é o teletrabalho.

Os mestrados da FCH gozam de uma vasta reputação nacional e internacional. Em termos práticos, quais as vantagens para os formandos que os frequentem? Elevada empregabilidade é um deles?

A elevada taxa de empregabilidade do nosso programa tem sido uma constante ao longo dos seus 20 anos de existência. Paralelamente, os alunos encontram possibilidades de contacto directo e precoce com a realidade profissional, fruto da nossa rede de protocolos em constante actualização. Em termos de investigação, destaco a presença de docentes vindos de universidades de referência estrangeiras.

O mestrado em Ciências da Comunicação da FCH encontra-se classificado entre os melhores do mundo. O que significa este reconhecimento para vocês?

O mestrado está classificado como o #12 da Europa na categoria Comunicação e #19 na categoria Marketing no prestigiado ranking da Eduniversal. Para nós, significa a confirmação de que oferecemos uma formação de excelência a quem escolhe estudar connosco e serve de motor e motivação para continuarmos a trabalhar e a fomentar nos alunos o gosto pela investigação e desenvolvimento de competências analíticas e pensamento crítico que fazem a diferença na sociedade e nas organizações.

A área de Ciências da Comunicação produz investigação com impacto internacional publicada em revistas académicas de referência. Esta contribuição para a comunidade científica é uma das vossas principais preocupações?

O reconhecimento internacional da investigação produzida pelos nossos docentes-investigadores é um objectivo e um activo por excelência. A esmagadora maioria dos nossos docentes está integrada em redes internacionais de investigação em grupos de pesquisa do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura, classificado como “Excelente” na última avaliação da Fundação para a Ciência e Tecnologia tendo por base o impacto da investigação desenvolvida.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, Pós-Graduações & Formação de Executivos”, publicado na edição de Março (n.º 180) da Executive Digest.

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