Escuta telefónica mostra Bolsonaro a pressionar senador

Um juiz obrigou o Senado a investigar a atuação do Governo na luta contra a covid-19, no entanto o Presidente brasileiro tem receio de que as conclusões possam prejudica-lo e quer que os governadores também sejam ouvidos.

Simone Silva

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi apanhado a pressionar um dos senadores, Jorge Kajuru, numa conversa telefónica divulgada pelo mesmo através das redes sociais, segundo o jornal o ‘Globo’.

Um juiz obrigou o Senado a investigar a atuação do Governo na luta contra a covid-19, no entanto o Presidente brasileiro tem receio de que as conclusões possam prejudicá-lo e quer que os governadores também sejam ouvidos.



Bolsonaro diz ao senador que a comissão só vai investigar o governo federal, e não, governadores e presidentes dos estados, temendo por isso, que seja feito um «relatório sacana», refere o jornal citando as palavras do presidente.

Por esse motivo, no áudio que entretanto foi tornado publico, pode ouvir-se Bolsonaro a pressionar Kajuru para que este faça pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de forma a mudar o foco da comissão de inquérito responsável pela investigação.

O presidente diz que o senador tem de «fazer do limão limonada» para conseguir esse objetivo e Kajuru responde que vai se «esforçar» ao máximo.

 

O Brasil registou nas últimas 24 horas mais 1.803 mortes e 37.017 novos casos de infeção por covid-19, o que eleva para 353.137 o total de vítimas mortais, segundo dados oficiais hoje revelados.

De acordo com o balanço do Ministério da Saúde, o país sul-americano totaliza um acumulado de 13.482.023 pessoas infetadas pela doença, desde o início da pandemia.

Com mais de 210 milhões de habitantes, o país está a atravessar a pior fase da pandemia desde que o coronavírus chegou ao país, há pouco mais de um ano, e continua a ser a segunda nação do mundo com o maior número de mortes e infeções por Covid-19.

Além do agravamento da crise pandémica, o processo de vacinação no Brasil está a ser lento, devido à falta de doses disponíveis.

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