ENGEL & VÖLKERS PORTUGAL – Crescimento continuado

Portugal está cada vez mais na moda, o que se reflecte invariavelmente no sector imobiliário. O número de estrangeiros que procuram o país para viver ou como segunda casa tem aumentado, mas o mercado nacional não fica atrás. Constanza Maya, Head Expansion & Support para Portugal e Espanha, indica que o volume de transacções aumentou na maioria das áreas, os preços estão a recuperar nas grandes cidades e ainda têm de crescer nas zonas costeiras.

O mercado de investimento imobiliário em Portugal tem vindo a recuperar das quebras registadas nos anos de crise. Como está a correr a operação da Engel & Völkers Portugal?

A Engel & Völkers Portugal tem tido um crescimento exponencial desde 2015, principalmente em termos de receitas, mas também no número de aberturas de agências e agentes que trabalham connosco. Estamos muito orgulhosos do nosso resultado, mesmo se pensarmos que os próximos anos vão ser ainda melhores. A recuperação de Portugal deve-se, principalmente, à melhoria da situação económica global, do mercado imobiliário e à disponibilidade da banca para conceder crédito.

Embora estes tenham sido factores-chave, existiram outras particularidades em Portugal que tiveram impacto. O facto de muitas cidades portuguesas e zonas costeiras estarem a ficar cada vez mais na moda a nível mundial ajudou totalmente o país a superar a recessão, mas também ajudou a nossa marca a crescer em Portugal graças ao nosso posicionamento internacional.

Portanto, desde 2017, a Engel & Völkers está focada em Portugal e é o principal objectivo da nossa estratégia global. A reestruturação da nossa organização tem sido determinante.

Que crescimento tem registado?

Ficamos satisfeitos por dizer que este ano estamos dispostos a duplicar os resultados que alcançámos em 2016. Para já, apenas posso dizer que estamos no caminho para atingir este objectivo. No entanto, estamos apenas a consolidar os excelentes resultados dos anos anteriores: 20% de 2015 para 2016 e 30% de 2016 para 2017.

Quantas transacções foram realizadas no ano passado?

No ano passado aumentámos o número de transacções em 20%. Contudo, a nossa meta é concluir este ano com um aumento de mais 20% face a 2017.

Quais são as principais áreas de crescimento e em que zonas do país?

Desde 2015 abrimos mais agências em Portugal. Em 2016, abrimos em Vilamoura e Albufeira. Em 2017, abrimos em Portimão. Este ano vamos reabrir no Porto, Vila Nova de Gaia e Quinta do Lago.

Contudo, temos de consolidar a região do Algarve e aumentar a notoriedade da marca em Lisboa e arredores. Além disso, ainda temos a oportunidade de expandir no Norte do país em áreas como Braga ou Guimarães.

A Madeira também é um objectivo para nós e vamos ter os nossos próximos eventos de Expansão para encontrar Parceiros de Licença.

Estamos a planear vários eventos de Crescimento de Agentes para recrutar agentes. Gostaríamos de aumentar este número para 200 em Portugal.

O valor médio da venda dos imóveis tem aumentado? Quais são as tipologias mais procuradas?

Um aumento no número de transacções é o primeiro sintoma de recuperação de uma recessão. Depois, os preços médios começam lentamente a subir nas principais cidades. O terceiro passo é o alargamento da área na qual os preços médios mostram uma tendência de subida.

No nosso ponto de vista, esta é a fase que estamos a travessar agora em Portugal. É o momento mais doce: o volume de transacções aumentou na maioria das áreas, os preços estão a recuperar nas grandes cidades e ainda têm de crescer nas zonas costeiras. Nas principais cidades, como o Porto ou Lisboa, as unidades mais procuradas são os apartamentos com cerca de 120 metros quadrados e um orçamento médio de 300 mil a 500 mil euros. Na zona costeira, procuram moradias com 3-4 quartos, jardim e piscina, preferencialmente com vista de mar. Os orçamentos rondam os 400 mil-700 mil euros, embora haja clientes dispostos a gastar muito mais.

Tem mais clientes nacionais ou são principalmente estrangeiros?

Somos uma marca internacional presente em mais de 34 países em quatro continentes. Consequentemente, os clientes são muitas vezes estrangeiros. Contudo, há uma grande percentagem de proprietários portugueses que, depois de nos terem vendido as suas propriedades, também decidem comprar. A maioria dos clientes que procura em Portugal são britânicos, franceses, belgas, holandeses ou do norte da Europa. Contudo, o número investidores chineses e espanhóis também está a crescer.

O que perspectiva em termos de transacções para este ano?

Estamos muito optimistas. Acreditamos que vamos ter o melhor resultado da nossa história em Portugal e vamos lançar as bases para os próximos anos. Esperamos um crescimento continuado para os próximos três anos.

Quais são as mais-valias da Engel & Völkers face à concorrência?

As nossas mais-valias são a competência, a paixão e a exclusividade.Queremos oferecer o melhor serviço e, portanto, precisamos dos melhores agentes. Têm de gostar muito do mercado imobiliário e ter capacidade de transmitir a sua paixão aos clientes.

Em troca, vamos disponibilizar o mais moderno apoio em e-learning para que possam ser as melhores versões de si mesmos e atingir todos os seus objectivos. Fornecemos uma plataforma visual e moderna com diferentes Apps para que possam ser ágeis e rápidos a fornecer o serviço.

Com quantas agências conta actualmente em Portugal?

Temos 13: duas em Lisboa; uma no Porto, Sintra, Estoril, Cascais, Comporta, Lagos, Portimão, Albufeira e Vilamoura. Para breve estão as aberturas de outra loja no Porto, outra em Vila Nova de Gaia, a reabertura na Quinta do Lago, com uma nova localização e parceiro de licença.

A comunicação com os potenciais clientes tem mudado ao longo dos anos? De que forma?

A comunicação com os potenciais clientes tem mudado ao longo dos anos e vai mudar ainda mais em breve, mas não posso adiantar mais. Posso dizer que estamos a investir para fortalecer a nossa presença e notoriedade em Portugal através das nossas agências e agentes, mas também ao fazer parte de eventos, workshops e feiras.

Quais são os meios de comunicação mais utilizados?

Os meios de comunicação que mais utilizamos são anúncios e inserções em revistas e jornais nacionais e internacionais com a colaboração do nosso relações públicas. Também temos planeados spots de televisão e rádio e a participação em eventos e usamos ainda marketing directo. No entanto, a nossa bandeira é a GG, uma revista de imobiliário e lifestyle publicada trimestralmente em seis línguas pela nossa editora interna. E temos marketing especial através de ferramentas exclusivas como premium exposés, livros de mesa, produtos de merchandising de alta gama.

Contudo, a nossa empresa está a sofrer uma transformação digital, o que também tem efeitos na área de marketing.

Usamos não apenas páginas online mas também somos muito activos nos social media com posts, newsletters, anúncios, exposição de propriedades. Utilizamos principalmente o LinkedIn, Facebook, Instagram e Twitter. Além disso, temos um impacto importante em portais de imobiliário nacionais e internacionais.

Ler Mais
Artigos relacionados
Comentários
Loading...

Multipublicações

Marketeer
WPP vende 60% da Kantar
Automonitor
Ensaio: Mercedes-AMG A 35 4MATIC – Genes desportivos