Águeda: ‘Hub’ mundial de bicicletas com falta de mão-de-obra

A empresa de quadros para bicicletas Triangles não tem mãos a medir. Os 250 trabalhadores não são suficientes, pelo que a fabricante quer encontrar até ao final do ano mais “50 pares de mãos”, para fazer frente à procura.

Executive Digest

A empresa de quadros para bicicletas Triangles não tem mãos a medir. Os 250 trabalhadores não são suficientes, pelo que a fabricante quer encontrar até ao final do ano mais “50 pares de mãos”, para fazer frente à procura.

O grupo Ciclofapril, da área da metalomecânica partilha das mesmas dores. “As 8 empresas em Águeda, todas num raio de cinco quilómetros, ocupam 530 colaboradores”, avança a SIC Notícias.



Para reter os trabalhadores, estas empresas são obrigadas a recrutar trabalhadores indiferenciados no centro de emprego de Águeda, onde há cerca de 1.000 inscritos e em empresas de trabalho temporário. De forma a reter os funcionários, as companhias oferecem formação especializada.

De acordo com a estação de televisão, ” grupo perde 20 e 30 pessoas e procura outras tantas para preencher estas vagas”. Um das razões apontada pelos empregadores para explicar esta situação é o facto de Águeda ser uma região “plena em emprego e onde a indústria das bicicletas está a crescer exponencialmente”.

Águeda está a tornar-se um ‘hub’ mundial de produção de bicicletas. No início de setembro, o  Município e a FJ Bikes Europe assinaram um contrato-promessa de compra e venda de um lote no Parque Empresarial do Casarão (PEC-Águeda), fixando na região o maior fabricante de bicicletas asiático.

A referida empresa pretende construir uma unidade industrial para fabrico de bicicletas de gama média/alta e bicicletas elétricas destinadas ao mercado Europeu e dos Estados Unidos da América.

Em meados de setembro, a Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins (Abimota) enviou um comunicado às redações, onde deu conta que  julho foi o melhor mês de sempre das exportações de bicicletas elétricas, com um aumento mensal de 137%, somando já 85 milhões de euros nas vendas para o estrangeiros nos primeiros sete meses deste ano.

“A indústria nacional de bicicletas está a atravessar os seus melhores momentos e regista aumentos em todas as frentes para responder ao aumento da procura de veículos elétricos de duas rodas nos mercados nacional e internacional”, afirma a nota de imprensa.

Neste momento, Portugal é o primeiro produtor europeu de bicicletas, com quase um quarto da quota de mercado.

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