Empresários antecipam ‘annus horribilis’ nas exportações

O inquérito semestral “Perspetivas de exportação de bens” (IPEB), ontem divulgado pelo INE feito a 3293 empresas dá a pior previsão de início de ano no que diz respeito a exportações desde 2014.

Beatriz Cavaca

inquérito semestral “Perspetivas de exportação de bens” (IPEB), ontem divulgado pelo INE feito a 3293 empresas dá a pior previsão de início de ano no que diz respeito a exportações desde 2014.

Numa previsão que se podia classificar como um verdadeiro ‘annus horribilis’, os responsáveis empresariais preveem um aumento nominal médio nas exportações de apenas 1,1% em 2023. Este valor significa que descontando o deflator das exportações (inflação implícita nestes produtos), que vários setores devem incorrer em quebras de volumes exportados (valor real depois de descontada a inflação).



O INE destaca que nas Grandes Categorias Económicas (CGCE), “destacam-se as Máquinas, outros bens de capital (exceto o material de transporte) e seus acessórios com o maior acréscimo esperado das exportações em 2023 (+8,2%) e os Fornecimentos industriais não especificados noutra categoria, com um decréscimo previsto de 1,1%”.

Já os segmentos que vivem uma situação mais apertada são os dos “produtos alimentares e bebidas” onde os empresários estão a prever um um avanço de 5,9% no valor exportado. Se a inflação implícita neste tipo de exportações for desta magnitude ou superior, significa que os volumes podem retroceder em 2023 face a 2022.

O INE sublinha que “a incerteza quanto à evolução dos preços é apontada pelas empresas como um factor que influencia de forma significativa as suas previsões de exportação de bens para 2023”.

Destaca-se que em maio de 2023, será realizada uma nova edição do IPEB, para atualização das perspetivas das empresas relativas à exportação de bens para 2023, que corresponderá à 2.ª previsão. Nessa edição, será solicitada às empresas uma atualização da perspetiva agora indicada, assim como a identificação dos principais motivos para eventuais revisões, o que permitirá avaliar a efetiva concretização do sentimento das empresas quanto à evolução esperada dos mercados e da atividade económica global, subjacentes à elaboração desta 1ª previsão.

Empresas preveem aumentar exportações em 1,1% este ano

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