As previsões meteorológicas apontam para a chegada de uma massa de ar frio a várias regiões do Norte e Centro de Portugal, com mínimas que poderão atingir valores próximos de 0 °C. Em Lisboa, por exemplo, espera-se que as temperaturas descam para cerca de 18 °C nas horas mais tardias.
Este cenário agrava-se num país que figura como o quarto pior da União Europeia em termos de isolamento térmico, segundo dados que indicam que cerca de 20% dos portugueses admitem não conseguir aquecer convenientemente as suas habitações.
Para este inverno, à descida das temperaturas soma-se o agravamento das contas de energia, com os preços da luz e do gás em valores acima do habitual e aumentarão ainda mais a preocupação dos consumidores.
Apesar destes desafios, existem várias medidas acessíveis que podem ajudar a reduzir o consumo energético e a manter o conforto doméstico. A empresa Selectra divulgou um conjunto de conselhos-chave para aumentar a eficiência térmica das casas nesta fase de frio.
Manter a temperatura do aquecimento constante e abaixo dos 21 °C é uma das primeiras recomendações da Selectra para uso eficiente da energia num contexto de subida dos preços. Segundo a entidade, ligar o aquecimento à temperatura máxima assim que chega frio é um dos comportamentos que mais penaliza as faturas.
Outra medida essencial é eliminar as fugas de ar: vidros simples, portas e janelas mal vedadas promovem perdas térmicas importantes. A substituição por vidros duplos ou a colocação de adesivos vedantes nas frinchas constitui uma forma simples de conter o frio exterior.
A empresa alerta ainda para o facto de que deixar aparelhos ligados — incluindo radiadores elétricos — durante a noite ou períodos de ausência continua a gerar consumo desnecessário. Desligar os equipamentos nesses momentos reduz o consumo e ajuda a baixar a fatura energética.
Para quem dispõe de tarifa bi-horária, a utilização de temporizadores nas tomadas para que os aquecedores funcionem preferencialmente nas horas de menor custo — entre as 22 h e as 8 h — é mais uma estratégia eficaz, sobretudo durante os dias de semana.
A localização dos radiadores também é relevante: devem evitar-se obstáculos à sua volta que impeçam a circulação de ar e reduzam o desempenho.
A limpeza regular dos equipamentos de aquecimento pode trazer uma poupança adicional: a remoção do pó dos radiadores pode reduzir até 10 % do consumo energético, segundo a Selectra.
Por fim, e apesar da chegada do frio, ventilar a casa entre cinco a dez minutos por dia continua a ser uma prática recomendada. Um ar interior renovado aquece mais facilmente e ajuda a evitar humidade que dificulta o aquecimento eficaz.
Com este conjunto de ações simples, os consumidores portugueses podem preparar-se para o frio iminente com maior tranquilidade financeira e térmica, mesmo num contexto de preços elevados da energia e de desafios estruturais no setor habitacional.




