Descoberta nova falha no Boeing 737 Max. Afinal, não é só o software

A falha, detectada pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês), pode estar relacionada com os dois acidentes que vitimaram 346 pessoas na Indonésia e Etiópia, em Março e Outubro de 2018 e 2019, respectivamente.

Executive Digest

Foi descoberta uma nova falha no sistema do Boeing 737 Max que poderá atrasar o regresso da aeronave aos céus. A falha, detectada pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês), pode estar relacionada com os dois acidentes que vitimaram 346 pessoas na Indonésia e Etiópia, em Março e Outubro de 2018 e 2019, respectivamente, avança o “The New York Times”, que cita fontes próximas do processo.

De acordo com dados preliminares, o sistema de estabilização foi responsável por empurrar os aviões em direcção ao chão. Nos testes de simulação, pilotos do governo descobriram uma falha no microprocessador. 



Mais recentemente, a Boeing realizou uma auditoria interna em Dezembro do ano passado, a pedido da FAA, para determinar quanto tempo demorariam os pilotos a responder a emergências. Foi aí que os engenheiros da empresa norte-americana detectaram algo preocupante no design: a proximidade entre os cabos que comandam as superfícies de controle na cauda do avião e a possibilidade de curto-circuito.

A fabricante de aeronaves está actualmente a analisar os dados, mas assegura que a reparação nos cerca de 800 aviões já construídos é relativamente simples.

Recorde-se que a nova certificação do modelo estava prevista para 2019, mas devido aos atrasos na inspecção dos Boeing 737 MAX foi proposto que o regresso só ocorresse em 2020. Isso fez com que a empresa norte-americana fosse obrigada a suspender a produção destes aviões. 

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