Depósitos das empresas batem novo máximo histórico em agosto. Particulares voltam a colocar mais dinheiro nos bancos

Em agosto de 2021, o montante total de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas cresceu 5,2% em relação a agosto de 2020, para 76,2 mil milhões de euros (estes empréstimos tinham crescido 5,9% no mês anterior), segundo os dados publicados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).

Fábio Carvalho da Silva

Em agosto de 2021, o montante total de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas cresceu 5,2% em relação a agosto de 2020, para 76,2 mil milhões de euros (estes empréstimos tinham crescido 5,9% no mês anterior), segundo os dados publicados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).

Segundo a instituição financeira liderada por Mário Centeno, “contrariando a evolução verificada em 2020 e no início de 2021, em grande parte relacionada com o impacto das linhas de apoio à economia concedidas no contexto da pandemia, o ritmo de crescimento dos empréstimos às empresas voltou a diminuir pelo quarto mês consecutivo. Ainda assim, os empréstimos às empresas têm aumentado a um ritmo superior ao observado na área do euro”.



O banco central acrescenta ainda que “a redução do ritmo de crescimento dos empréstimos às empresas foi transversal a todas as classes de dimensão”, desde as PME às grandes empresas.

No que toca aos empréstimos concedidos a particulares,  o montante total para habitação cresceu 4% em relação a agosto de 2020 para 95,6 mil milhões de euros (estes empréstimos tinham crescido 3,9% no mês anterior).

Já os empréstimos ao consumo cresceram 1,3% em relação a agosto de 2020, fixando-se em 19 mil milhões de euros (tinham crescido 1,6% no mês anterior).

Em agosto,  o montante de depósitos dos particulares voltou a crescer, desta vez  7,1% em relação a agosto de 2020, para 169,3 mil milhões de euros (tinha crescido 6,6% no mês anterior).

Desde março de 2020, as famílias têm reforçado os seus depósitos junto da banca. Como salienta o BdP, “este crescimento tem apresentado uma tendência e valores próximos dos da área do euro”.

Notícia em atualização.

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