Crédito habitação: valor médio dos empréstimos cai drasticamente em outubro

Fenómeno indica que os portugueses estão a pedir menos dinheiro e a assumir compromissos mais curtos, apostando na redução do custo total do crédito mesmo que isso implique manter prestações mensais próximas dos valores anteriores

Executive Digest com ComparaJá.pt

A mais recente análise de mercado de crédito habitação feita pelo ComparaJá, referente a outubro de 2025, revela uma queda expressiva no montante médio dos empréstimos habitacionais concedidos em Portugal. O valor médio do crédito habitação fixou-se nos 174.469 euros, uma redução de 41.918 euros face a setembro de 2025, uma descida significativa que sinaliza uma mudança de estratégia clara por parte das famílias no acesso ao financiamento para compra de casa.

Este fenómeno indica que os portugueses estão a pedir menos dinheiro e a assumir compromissos mais curtos, apostando na redução do custo total do crédito mesmo que isso implique manter prestações mensais próximas dos valores anteriores. A comparação e negociação entre bancos tornou-se cada vez mais frequente, com famílias a adotarem uma postura mais prudente e informada.



Pedro Castro, Head of Operations no ComparaJá, destaca: “Esta descida no montante médio dos créditos demonstrada na análise de outubro traduz uma mudança de comportamento dos clientes: em vez de alongar prazos ou pedir montantes maiores, há uma clara aposta em reduzir o encargo total do empréstimo. Isto reflete uma maior sofisticação do consumidor e uma preocupação crescente com a sustentabilidade financeira a longo prazo.”

A análise também pontua que esta tendência faz parte de um contexto mais amplo de adaptação do mercado às condições económicas atuais, incluindo as variações nas taxas EURIBOR e a dinâmica de renegociação das condições do crédito habitação. O relatório mostra ainda que os compradores mais jovens mantêm custos mais elevados em prestações, devido ao menor valor da entrada e à maior frequência de financiamento a 100%, frequentemente com garantia pública.

Este movimento de redução do montante médio concedido para crédito habitação reflete não apenas as escolhas financeiras imediatas das famílias mas também uma mudança estrutural no perfil dos mutuários e na dinâmica do mercado imobiliário em Portugal. O contexto económico atual continua a impor desafios, exigindo um equilíbrio entre acesso à habitação e sustentabilidade financeira a longo prazo, o que poderá abrir espaço para novas soluções e adaptações do setor bancário e dos próprios consumidores nos próximos meses.

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