Comboios directos que façam a ligação entre a Gare do Oriente e Cascais são a próxima aposta da CP, que está incluída no contrato de serviço público entre a empresa e o Estado, avança o ‘Diário de Notícias’ (DN).
Faz ainda parte do contrato um plano no valor de 540 milhões de euros, para adquirir novo material circulante nos próximos dez anos, com o objectivo de que cerca de 70 unidades possam inovar ou reforçar os serviços de longo curso.
Contudo, esta não é uma medida que possa avançar sem mais nem menos, pois depende da Infraestruturas de Portugal (IP), bem como da aquisição de 18 automotoras eléctricas, segundo o ‘DN’, que assegura que para conseguir a ligação entre a Linha de Cascais e a Linha de Cintura, o troço ferroviário entre Alcântara-Mar e Alcântara-Terra tem de ser desnivelado.
Para além disso para que seja possível avançar com a ligação, é necessário ainda, que seja construída uma estação subterrânea em Alcântara-Terra, num orçamento total que ascende aos 200 milhões de euros. Prevê-se que a obra termine em 2027, de acordo com o programa de investimentos para 2030.
O pano vai permitir assim que a ligação de Cascais a Lisboa seja feita em menos de uma hora, acabando também com o isolamento da cidade costeira portuguesa. Segundo o contrato de serviço público, citado pelo DN, prevê-se a existência de comboios a cada 15 minutos nas horas de ponta.



