A taxa de utilização da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca em França é de apenas 24%, já que três em cada quatro franceses (76%) rejeitam o imunizante, informou um funcionário do Ministério da Saúde francês esta terça-feira. Esta taxa está muito abaixo do objetivo do país, que é de 80% a 85%.
As autoridades de saúde francesas estão a tentar convencer os cidadãos a receberem a vacina desenvolvida pela AstraZeneca em conjunto com a Universidade de Oxford, argumentando que é tão eficaz como as outras.
No entanto, tem sido rejeitada, já que muitos franceses estão a pressionar para receberem antes vacinas da Moderna ou da Pfizer/ BioNTech. Em comparação, 82% aceitaram a vacina fabricada pela Pfizer/ BioNTech e 37% a da Moderna, relata a agência Reuters.
A adesão é particularmente baixa entre os profissionais de saúde que trabalham em lares, com cerca de metade dos funcionários franceses a dizerem que não querem ser vacinados. A hesitação também é elevada entre os trabalhadores dos lares da Alemanha, onde um operador doméstico de cuidados, o grupo BeneVit, descobriu que apenas 30% dos funcionários queriam ser vacinados, de acordo com um inquérito realizado em novembro.
Esta terça-feira, o diretor do Grupo de Vacinas de Oxford (Oxford Vaccine Group) afirmou ser “dececionante” que alguns países na Europa tenham sido lentos a oferecer a vacina desenvolvida pela AstraZeneca a todos os grupos etários.
Andrew Pollard assegurou que os dados recentemente divulgados confirmam que o imunizante é altamente eficaz na prevenção de internamento e que é “crítico” melhorar a confiança na vacina na Europa. “Tivemos toda esta dificuldade de comunicação, particularmente em toda a Europa com incerteza sobre as provas científicas”, reconheceu o responsável num programa da BBC Radio 4.
Cerca de quatro em cada cinco doses da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca/ Oxford entregues aos Estados-membros da União Europeia ainda não foram administradas a uma única pessoa, segundo o The Guardian. De acordo com dados do Centro Europeu de Controlo de Doenças e outras fontes oficiais, estima-se que 4.849.752 das 6.134.707 doses distribuídas entre os 27 Estados-membros ainda não tenham sido aplicadas.




