O programa E-Lar, que permite às famílias portuguesas substituir equipamentos a gás por alternativas elétricas mais eficientes, arrancou esta terça-feira, mas a forte procura bloqueou o acesso ao site do Fundo Ambiental.
Segundo adianta o Negócios, cerca de 45 minutos antes da abertura oficial das candidaturas, marcada para as 11h00, registavam-se já 385 mil acessos em simultâneo à página. A elevada afluência resultou em falhas técnicas e, em muitos casos, na apresentação da mensagem “Serviço Indisponível”.
Ainda depois das 11h00, constatou a Executive Digest, a plataforma continuava a mostrar a mesma mensagem de erro, deixando milhares de utilizadores sem conseguir aceder ao formulário necessário para submeter o pedido de apoio.
O Ministério do Ambiente e Energia já tinha admitido antecipar dificuldades. Em entrevista ao programa do Negócios no canal Now, a ministra Maria da Graça Carvalho reconheceu estar “um pouco preocupada” com a capacidade do sistema informático para lidar com a procura nos primeiros dias.
“É algo que me preocupa um pouco, o sistema informático aguentar toda a procura, mas a quem tentar, se houver algum problema informático, que tente um pouco mais tarde, isso acontece em muitos serviços públicos”, afirmou a governante.
Como funciona o apoio?
O E-Lar disponibiliza “vouchers” que permitem trocar fogões, fornos e esquentadores a gás por equipamentos elétricos de maior eficiência. A medida conta com uma dotação total de 40 milhões de euros — 30 milhões financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e 10 milhões assegurados pelo Fundo Ambiental — e vigora até que as verbas sejam totalmente esgotadas.
Os valores atribuídos variam consoante o perfil dos beneficiários. As famílias consideradas vulneráveis podem receber até 1.683 euros, enquanto os restantes agregados familiares têm direito a um máximo de 1.100 euros. No entanto, neste último caso, o apoio é atribuído sem IVA, ficando esse imposto a cargo dos consumidores, esclareceu o Ministério do Ambiente e Energia.














